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Café arábica recua em Nova York após alta de 3,6%; estoques e clima sustentam atenção do mercado

Contratos devolvem parte dos ganhos da véspera nesta terça-feira (29). Operadores acompanham os estoques certificados, as floradas no Brasil e os riscos climáticos para a safra de 2027 na Ásia.


Publicado em: 29/09/2026 às 11:20hs

Café arábica recua em Nova York após alta de 3,6%; estoques e clima sustentam atenção do mercado

Os contratos futuros do café arábica abriram em queda nesta terça-feira (29) na Bolsa de Nova York, em um ajuste após a forte valorização registrada na segunda-feira. Por volta das 7h35, no horário de Brasília, o contrato para dezembro de 2026 recuava 0,52%, cotado a 287,25 centavos de dólar por libra-peso.

No mesmo horário, março de 2027 caía 0,46%, a 279,60 centavos por libra-peso. Maio e julho de 2027 também operavam em baixa, a 277,05 e 275,30 centavos, respectivamente. O recuo da manhã devolvia apenas parte dos ganhos da sessão anterior.

Café subiu mais de 3% na segunda-feira

Na segunda-feira, o arábica encerrou um pregão volátil com alta expressiva, impulsionado também pela cobertura de posições vendidas. O contrato dezembro de 2026 fechou a 288,75 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 10,15 centavos, ou 3,6%. Março de 2027 terminou a 280,90 centavos, valorização de 9,65 centavos, ou 3,5%.

A queda no início desta terça reflete uma realização parcial desses ganhos. Os movimentos recentes mostram um mercado sensível tanto aos ajustes financeiros quanto às perspectivas de oferta.

Estoques certificados e floradas no Brasil seguem no radar

Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, os baixos estoques certificados em Nova York voltaram a preocupar os operadores. Esses volumes servem de referência para avaliar a disponibilidade de café nos mercados consumidores e influenciam a formação dos preços futuros.

No Brasil, a atenção se volta ao regime de chuvas necessário para a abertura e o pegamento das floradas que darão origem à safra de 2027. Ao mesmo tempo, a perspectiva de maior oferta brasileira continua a pesar nas avaliações do mercado.

O possível efeito do El Niño sobre a produção asiática também é acompanhado. As chuvas recentes favoreceram as lavouras do Vietnã, mas, segundo Barabach, ainda há preocupação com um período mais seco no fim do ano e seus impactos sobre a safra de 2027. A Indonésia exige atenção adicional.

Com estoques curtos e incertezas climáticas, o café segue sujeito a oscilações, mesmo após a realização de ganhos observada na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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