Publicado em: 06/06/2024 às 11:20hs
Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 29 de maio, Edegar Pretto, diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), afirmou que o preço do arroz no Brasil aumentou entre 30% e 40% no último mês. No entanto, essa declaração foi contestada por Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, que destacou a falta de dados específicos para validar esses percentuais ou o período exato mencionado.
Segundo a CONAB, entre 29 de abril e a última semana de maio, o preço do arroz longo fino no atacado em São Paulo aumentou 7,1%, passando de R$ 166,60 para R$ 178,40. No Rio Grande do Sul, o preço do arroz em casca ao produtor subiu 12,9%, de R$ 104,27 para R$ 117,70. Já no varejo de São Paulo, o preço do quilo para o consumidor caiu 2,0%, de R$ 6,08 para R$ 5,96.
Carlos Cogo explicou que os preços globais do arroz têm se mantido elevados desde julho de 2023, quando a Índia, o maior exportador mundial, proibiu as exportações devido a uma seca severa. Este evento causou um aumento significativo nos preços internacionais. O preço do arroz beneficiado WR 100%B da Tailândia subiu 46,5%, de US$ 453/t FOB para US$ 664/t. No Paraguai, principal fornecedor de arroz para o Brasil, o preço do arroz beneficiado tipo 1 com 5% de quebrados aumentou 71,2%, de US$ 473/t FOB para US$ 810/t. Esses aumentos refletem a influência da paridade internacional sobre os preços no Brasil e no Mercosul.
Cogo concluiu que é incorreto afirmar que os preços do arroz no Brasil subiram de 30% a 40%. "Conforme dados da CONAB, o preço do arroz ao consumidor subiu 25,6% desde julho do ano passado, bem abaixo das altas ocorridas globalmente. Não há justificativas plausíveis para o governo importar arroz e vender com subsídios, dispendendo R$ 7,2 bilhões em recursos públicos. E não há justificativa para tabelar a venda a R$ 4 o quilo, abaixo do custo de produção do grão e da paridade internacional de preços", afirmou.
Fonte: Portal do Agronegócio
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