Publicado em: 17/03/2026 às 18:40hs
O Brasil voltou a registrar superávit na balança comercial do arroz na temporada 2025/26, revertendo o déficit observado no ciclo anterior. O resultado reflete o avanço das exportações e a redução das importações, em um cenário de maior competitividade no mercado internacional.
De acordo com dados do ComexStat, compilados pela Safras & Mercado, as exportações brasileiras de arroz somaram 1,89 milhão de toneladas (base casca) entre março de 2025 e fevereiro de 2026.
O volume representa um crescimento significativo frente às 1,36 milhão de toneladas embarcadas no ciclo anterior.
Esse desempenho coloca o país próximo da meta de exportação de 2 milhões de toneladas, considerada um importante indicador de equilíbrio para o mercado.
No mesmo período, as importações brasileiras caíram para 1,38 milhão de toneladas, abaixo das 1,47 milhão registradas anteriormente.
Com isso, a balança comercial do arroz apresentou superávit de aproximadamente 500 mil toneladas, revertendo o déficit de cerca de 110 mil toneladas do ciclo anterior.
Segundo análise da consultoria, o resultado contribui para aliviar parte da pressão de oferta no mercado doméstico, ainda que de forma parcial.
O crescimento das exportações foi impulsionado principalmente por produtos de menor valor agregado.
Entre os destaques:
Esse movimento indica uma mudança no perfil das vendas externas brasileiras, com maior participação de matéria-prima e subprodutos no comércio internacional do cereal.
Os embarques brasileiros apresentaram forte concentração em mercados específicos.
No segmento de arroz quebrado, o Senegal se manteve como principal destino, com importações de 513 mil toneladas, reforçando a relevância da África Ocidental.
Já no arroz em casca, o destaque foi a Venezuela, com 368,7 mil toneladas adquiridas no período.
Outros mercados relevantes incluem:
O desempenho evidencia a ampliação da presença do Brasil na América Latina e no Caribe.
Do lado das importações, também houve alteração no perfil dos produtos adquiridos.
As compras de arroz descascado (esbramado) totalizaram 583,7 mil toneladas, alta de 31,9%, consolidando-se como um dos principais itens da pauta.
Por outro lado, as importações de arroz beneficiado recuaram 30%, para 692,1 mil toneladas, indicando uma tendência de maior aquisição de produtos menos processados.
Esse movimento pode estar associado ao melhor aproveitamento da capacidade industrial no Brasil.
Mesmo com a queda nas importações totais, o Paraguai manteve-se como o principal fornecedor de arroz ao Brasil, com 465,3 mil toneladas embarcadas.
O volume ficou levemente acima do registrado no ciclo anterior, reforçando a importância do país no abastecimento do mercado brasileiro.
O desempenho da balança comercial do arroz confirma uma retomada do Brasil como exportador relevante no mercado internacional.
O aumento da oferta interna, aliado à maior competitividade externa, tem permitido ao país ampliar sua presença global e equilibrar o mercado doméstico, com expectativa de manutenção desse cenário ao longo do ano comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
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