Publicado em: 05/03/2026 às 18:40hs
A nova estimativa divulgada pelo United States Department of Agriculture (USDA) aponta para uma redução na produção global de algodão na safra 2026/27, refletindo quedas expressivas em países líderes como China, Brasil e Estados Unidos. O levantamento, analisado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e divulgado nesta segunda-feira (2), revela também que, apesar da menor oferta, o consumo mundial deve crescer, alcançando o maior patamar em seis anos.
De acordo com o relatório do USDA, a produção global de algodão está estimada em 25,26 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,22% em relação à temporada anterior. O recuo é atribuído principalmente à redução de área plantada e às condições climáticas menos favoráveis nos três maiores produtores mundiais — China, Brasil e Estados Unidos.
Em contrapartida, países como Austrália, Turquia e México devem registrar crescimento na produção, enquanto Índia e Paquistão tendem a manter os mesmos volumes do ciclo anterior, sem grandes variações.
Mesmo com a retração na oferta, o USDA projeta que o consumo mundial de algodão deve atingir 26,15 milhões de toneladas em 2026/27 — um aumento de 1,17% em relação à projeção anterior. Esse é o maior volume registrado em seis anos, ainda que abaixo do recorde observado na safra 2020/21.
Segundo o relatório, o aumento na demanda está relacionado às melhores perspectivas para o crescimento econômico global, manutenção de juros estáveis, redução de tarifas nos Estados Unidos e à retomada da indústria têxtil em diversos países, com menor dependência de fibras sintéticas.
Os estoques finais globais de algodão foram projetados em 15,5 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5,21% frente ao ciclo 2025/26. Esse movimento indica um cenário mais equilibrado entre oferta e demanda, o que pode contribuir para maior estabilidade nos preços internacionais.
Especialistas avaliam que, embora o recuo na produção gere preocupação, a combinação entre consumo em alta e estoques controlados tende a sustentar o mercado global de algodão em 2026, com possíveis efeitos positivos para exportadores competitivos como o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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