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Algodão

Preço do algodão sobe em agosto, mas fica abaixo da paridade de exportação

Cotações da pluma avançam com oferta restrita no mercado spot, firmeza dos vendedores e preocupações climáticas nos Estados Unidos


Publicado em: 02/09/2026 às 11:50hs

Preço do algodão sobe em agosto, mas fica abaixo da paridade de exportação

Os preços do algodão em pluma registraram valorização no mercado brasileiro ao longo de agosto. O movimento foi sustentado pela postura firme dos vendedores, pela baixa disponibilidade de lotes no mercado spot e pelo avanço das cotações internacionais.

Apesar da alta, o indicador doméstico permaneceu, em média, 1,5% abaixo da paridade de exportação, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário não era observado desde dezembro de 2025.

Antes disso, o preço do algodão no Brasil havia superado a referência externa durante sete meses consecutivos.

Clima nos Estados Unidos impulsiona cotações internacionais

No mercado externo, as condições das lavouras norte-americanas estiveram entre os principais fatores de sustentação dos preços do algodão.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o calor intenso e a estiagem no Texas — uma das principais regiões produtoras dos Estados Unidos — elevaram as preocupações com possíveis perdas de produtividade e redução da oferta mundial da fibra.

A valorização do petróleo também favoreceu as cotações da pluma. A alta da commodity tende a encarecer as fibras sintéticas, concorrentes diretas do algodão na indústria têxtil, ampliando a competitividade da matéria-prima natural.

Colheita e beneficiamento concentram atenção no Brasil

No mercado interno, produtores, tradings e indústrias acompanharam o avanço da colheita e do beneficiamento da safra brasileira 2025/26.

Grande parte dos agentes priorizou o cumprimento de contratos negociados antecipadamente, principalmente aqueles destinados à exportação. Esse direcionamento reduziu a oferta disponível para negociações imediatas no mercado spot.

Oferta restrita leva compradores a pagar mais

Com poucos lotes disponíveis, compradores que precisavam recompor estoques ou atender demandas de curto prazo tiveram de elevar as propostas.

A disputa foi mais intensa por volumes que apresentavam as características de qualidade exigidas pela indústria. Já os vendedores permaneceram firmes nas pedidas, apoiados pelos compromissos previamente assumidos e pela valorização observada no mercado internacional.

Mesmo com a recuperação das cotações em agosto, o algodão brasileiro encerrou o período abaixo da paridade de exportação. A evolução da colheita, o ritmo dos embarques e as condições climáticas nos Estados Unidos devem continuar orientando os preços da pluma nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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