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Algodão

Colheita do algodão chega a 59,6% no Brasil e supera ritmo registrado em 2025

Avanço dos trabalhos é favorecido pelo tempo seco nas principais regiões produtoras, enquanto chuvas pontuais interrompem operações em Mato Grosso do Sul


Publicado em: 19/08/2026 às 17:00hs

Colheita do algodão chega a 59,6% no Brasil e supera ritmo registrado em 2025
Foto: John Deere

A colheita do algodão da safra brasileira alcançou 59,6% da área cultivada até sexta-feira (14), segundo o mais recente acompanhamento de lavouras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi expressivo em relação à semana anterior, quando 43,7% das áreas haviam sido colhidas.

O ritmo atual supera o registrado no mesmo período de 2025, quando os trabalhos estavam em 48,9%. Apesar da evolução, a colheita permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, calculada em 64,5% para esta época da temporada.

Maranhão e Piauí lideram colheita do algodão

Maranhão e Piauí aparecem como os estados mais avançados, com 84% das áreas colhidas. Na sequência estão Mato Grosso do Sul e Goiás, ambos com 77%.

Mato Grosso, maior produtor nacional de algodão, alcançou 58,7% da área. Em Minas Gerais, os trabalhos chegaram a 58%, enquanto a Bahia registrou 56% de conclusão.

Confira o avanço da colheita nos principais estados produtores:

  • Maranhão e Piauí: 84%;
  • Mato Grosso do Sul: 77%;
  • Goiás: 77%;
  • Mato Grosso: 58,7%;
  • Minas Gerais: 58%;
  • Bahia: 56%.

Considerando as áreas ainda não colhidas no país, 38,7% das lavouras encontram-se em maturação e 1,7% permanecem na fase de formação de maçãs.

Minas Gerais pode concluir trabalhos ainda em agosto

A expectativa da Conab é que a colheita do algodão seja encerrada em Minas Gerais até o final de agosto. O avanço das máquinas ocorre de maneira gradual, conforme as lavouras atingem o ponto adequado para a retirada da pluma.

Na Bahia, os trabalhos continuam nas principais regiões produtoras. O andamento das operações depende das condições climáticas e da maturação das áreas cultivadas em diferentes épocas.

Tempo seco favorece colheita em Mato Grosso

Em Mato Grosso, o período de menor ocorrência de chuvas favoreceu a abertura uniforme dos capulhos e permitiu um avanço significativo das operações no campo.

As condições mais secas contribuem para preservar a qualidade da fibra, facilitar o trânsito das colhedoras e reduzir riscos de perdas provocadas por umidade excessiva.

Com 58,7% da área colhida, Mato Grosso permanece como ponto central para a evolução da safra nacional. Por concentrar a maior parcela da produção brasileira, o desempenho do estado influencia diretamente o volume final de algodão disponibilizado ao mercado.

Chuvas interrompem operações em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, pancadas de chuva provocaram a suspensão temporária da colheita em áreas da região dos Chapadões e do centro do estado.

Embora o estado já tenha alcançado 77% da área, a continuidade dos trabalhos dependerá da redução da umidade e da retomada de condições favoráveis para a entrada das máquinas.

Chuvas durante a fase final do ciclo podem dificultar a operação das colhedoras e comprometer características da pluma, especialmente quando ocorrem depois da abertura dos capulhos.

Brasil avança na reta final da safra de algodão

A expansão semanal de 15,9 pontos percentuais demonstra que a colheita brasileira entrou em uma fase de aceleração. O avanço acima do observado em 2025 reforça a expectativa de que alguns estados concluam os trabalhos ainda em agosto.

Nas próximas semanas, o mercado acompanhará principalmente as condições climáticas em Mato Grosso, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul, além dos indicadores de produtividade e qualidade da fibra.

O desempenho dessas regiões será determinante para consolidar os resultados da safra e definir a disponibilidade de algodão para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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