Publicado em: 08/06/2016 às 13:15hs
A proteção das informações e do conhecimento é uma questão estratégica de governança corporativa. Por isso, a Embrapa Informática Agropecuária e o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), vinculado ao Ministério da Defesa, estão discutindo uma possível parceria para o desenvolvimento de pesquisa em segurança da informação e criptografia.
Os pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária Alexandre de Castro e Giampaolo Pellegrino, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), reuniram-se em 30 de maio com o coronel Rogério Winter, representando o comandante de Defesa Cibernética, general Paulo Sérgio Melo de Carvalho, para discutir interesses comuns em uma possível cooperação científica entre o ComDCiber e a Embrapa. Esta cooperação é prevista na "Estratégia de Segurança da Informação e Comunicações e de Segurança Cibernética da Administração Pública Federal 2015 – 2018", instrumento de apoio ao planejamento dos órgãos e entidades do Governo para melhorar a segurança dos serviços públicos nacionais.
A intenção é criar um polo da Rede Nacional de Segurança da Informação e Criptografia (Renasic) na Embrapa para a pesquisa e o desenvolvimento de soluções voltadas aos sistemas SIC (Segurança de Informação e Comunicação) e SegCiber (Segurança Cibernética), baseadas em algoritmos criptográficos proprietários de Estado. Criada em 2008 no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e desde 2011 parte integrante do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) - hoje vinculado ao ComDCiber -, a Renasic busca integrar pesquisadores do País, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento de novos projetos em segurança digital.
Para o coronel Antônio Carlos Menna Barreto Monclaro, coordenador da Renasic, a Embrapa é uma das mais cobiçadas infraestruturas críticas do mundo, entre as empresas brasileiras com tecnologias inovadoras, devido às informações de tecnologias agrícolas. A ideia é aperfeiçoar a defesa cibernética para evitar, por exemplo, o acesso indevido a informações sigilosas. A rede comporta vários projetos que vão desde a busca de protocolos criptografados à defesa de ataques e desenvolvimento de programas de detecção de intrusão, além de simuladores de defesa.
"A proteção de informações sensíveis sobre diversas vertentes da agricultura brasileira geradas pela Embrapa é importante para a sua segurança institucional e para as estratégias de negociações internacionais do País", afirma Pellegrino. Castro destaca que a parceria com o ComDCiber pode ser uma oportunidade para a Empresa implementar seus próprios algoritmos criptográficos e não depender de sistemas estrangeiros. "A Embrapa Informática Agropecuária já tem iniciativas no desenvolvimento de tecnologia própria de encriptação, mas é importante essa experiência do ComDCiber/Renasic para validar e homologar seus códigos de segurança", explica o pesquisador.
Fonte: Informática Agropecuária
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