Publicado em: 23/11/2015 às 15:45hs
Um dos grandes desafios para os produtores de leite é a comercialização de seus produtos de forma direta ao consumidor. O comércio eletrônico, porém, pode ser um grande aliado dos empreendedores, pela possibilidade de atingir um grande público e oferecer produtos especializados para um nicho de mercado, com a vantagem de não ter os altos custos e as limitações geográficas de um ponto fixo. Essas sugestões são destacadas no Boletim de Tendências “E-commerce de lácteos - oportunidade para produtores rurais”, disponibilizado pelo Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostra como o e-commerce tem crescido nos últimos anos (só em 2014, a expansão foi de 27% frente ao ano anterior, movimentando quase R$ 40 bilhões no país), o que reforça a necessidade de os produtores pensarem em estratégias para a comercialização on-line. O espaço para crescer é grande: apenas 1% do comércio eletrônico brasileiro é composto pelo setor de alimentos e bebidas, aponta a consultoria e-Bit. Algumas possibilidades de nichos de mercado, como a venda de caixas com alimentos crus e receitas sofisticadas para o preparo pelo consumidor, podem ser boas oportunidades para os produtores de derivados de leite.
O boletim do SIS/Sebrae destaca alguns dos pontos mais importantes para começar no varejo virtual: desenvolva seu plano de negócios (o que oferecer, público-alvo etc.); escolha sua plataforma de vendas (que pode ser open source, customizada ou em modelo de software como serviço - SaaS); ofereça variadas formas de pagamento e não esqueça de investir em sistemas de segurança e antifraude. Após dar a largada no negócio on-line, utilize técnicas de marketing digital para alcançar novos clientes e divulgar produtos ou promoções.
O empreendedor Osvaldo Filho, produtor de queijos em Minas Gerais, abriu em 2009 o delivery Queijo D’Alagoa, para vender os famosos laticínios da região. A partir da pequena cidade de Alagoa, com apenas 2,7 mil habitantes, ele iniciou uma loja virtual que atende os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A cada mês ele vende cerca de 100kg de queijo para o varejo e 600kg para o atacado. “Procurei o Sebrae-MG e recebi cartilhas de comércio eletrônico. Devorei-as nas madrugadas. Como mineiro é desconfiado, comecei sem gastar nada em novembro de 2009, através de um ambiente virtual que hoje é o meu blog. Os primeiros clientes apareceram. Eles depositavam o dinheiro na conta, mandavam o endereço e, depois que eu confirmava o depósito, enviava o queijo para a casa da pessoa”, conta Osvaldo.
Fonte: Dialetto
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