Publicado em: 14/04/2026 às 13:30hs
O período de transição entre safras no Brasil tem reforçado a importância do monitoramento socioambiental no seguro rural. Com a colheita da soja em estágio avançado e o início da colheita do milho de primeira safra, além do avanço do plantio da segunda safra (safrinha), cresce também a necessidade de avaliação criteriosa de riscos no campo.
O cenário atual é marcado pela sobreposição de etapas produtivas. Enquanto culturas como soja, arroz e feijão entram na fase final de colheita, o milho safrinha avança no plantio, representando parcela relevante da produção nacional.
Esse contexto caracteriza um período de renovação dos ciclos agrícolas e exige maior atenção na análise de riscos, especialmente para operações de seguro rural.
Para atender a essa demanda, ganha destaque a Solução de Conformidade Socioambiental, desenvolvida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A ferramenta foi criada para apoiar o processo de subscrição com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ASG).
A solução integra dados de 18 bases públicas oficiais, incluindo:
Com isso, permite uma análise mais estruturada, precisa e auditável dos riscos antes da contratação do seguro.
Na prática, a ferramenta amplia a capacidade das seguradoras de avaliar riscos com maior consistência técnica e jurídica. O cruzamento automático de dados georreferenciados melhora a tomada de decisão tanto na contratação quanto na renovação das apólices.
Além disso, a solução contribui para aumentar a transparência e a responsabilidade na gestão de riscos, reduzindo incertezas operacionais no setor.
Dados do Relatório de Sustentabilidade da CNseg mostram que 68,6% das seguradoras já incorporam critérios ASG na subscrição. Além disso, 80,6% afirmam recusar cobertura ou não renovar contratos quando identificam riscos socioambientais incompatíveis com suas políticas.
O uso de bases públicas e ferramentas de monitoramento contínuo fortalece a rastreabilidade das operações e aprimora a governança no seguro rural.
O avanço de soluções digitais acompanha a modernização do setor. A incorporação de tecnologia, dados e critérios mais rigorosos torna os processos mais transparentes, auditáveis e alinhados às exigências regulatórias.
Esse movimento não apenas protege a produção agrícola, mas também contribui para a integridade das cadeias produtivas e o cumprimento da legislação ambiental.
Especialistas destacam que momentos de transição entre safras exigem ainda mais atenção das seguradoras. É nesse período que se encerram ciclos produtivos e se iniciam novos plantios, ampliando a necessidade de avaliações técnicas detalhadas.
A adoção de práticas mais robustas de monitoramento socioambiental contribui para maior previsibilidade, segurança e sustentabilidade no campo.
A CNseg e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) ressaltam que o desenvolvimento do seguro rural está diretamente ligado ao fortalecimento da governança e ao aprimoramento contínuo dos mecanismos de controle.
Esse avanço consolida o setor como um importante aliado da produção agrícola sustentável no Brasil, promovendo maior segurança para produtores e para toda a cadeia do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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