Publicado em: 20/03/2026 às 11:55hs
O mercado de seguro rural no Brasil registrou queda em 2025, interrompendo um ciclo de crescimento observado nos anos anteriores e levantando preocupações sobre os mecanismos de proteção financeira no agronegócio.
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras indicam que a arrecadação do setor caiu 8,8%, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025.
A retração ocorre em um contexto de menor volume de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural, aliado ao aumento do custo das apólices, o que tem levado produtores a adotar uma postura mais cautelosa na contratação.
Esse movimento contribui para a desaceleração da demanda por cobertura securitária, ampliando o debate sobre a necessidade de fortalecimento dos instrumentos de proteção no campo.
Entre 2021 e 2024, o mercado vinha em trajetória de expansão consistente:
A queda registrada em 2025 interrompe essa tendência e sinaliza um possível enfraquecimento da proteção financeira no agronegócio.
A combinação entre a redução da arrecadação e a estabilidade no volume de indenizações reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar ficando mais vulnerável a riscos climáticos e perdas de produtividade.
Especialistas alertam que a menor adesão ao seguro pode comprometer a resiliência financeira das cadeias produtivas, especialmente em um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos.
Diante desse cenário, o tema será discutido no evento “Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio – Proteção rural e novos instrumentos de financiamento”, que será realizado em 8 de abril, em Brasília.
O encontro é promovido por:
A iniciativa reunirá especialistas, autoridades públicas e representantes do mercado financeiro para discutir alternativas que ampliem o acesso a crédito e fortaleçam a proteção do produtor rural.
O primeiro painel do evento abordará o tema “Novos instrumentos de financiamento como mecanismos que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade do agronegócio”.
Participam do debate:
A moderação será de Gláucio Nogueira Toyama, da Federação Nacional de Seguros Gerais.
O segundo painel, com o tema “Destravando o seguro rural no Brasil: inovação e resiliência climática”, discutirá os desafios estruturais do setor e o papel da tecnologia na gestão de riscos.
Participam:
A moderação será conduzida por Renato Buranello, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio.
O evento busca apontar soluções para ampliar o acesso ao seguro rural e diversificar as fontes de financiamento, diante de um cenário de maior risco climático e econômico.
A expectativa é que as discussões contribuam para o desenvolvimento de um modelo mais robusto de proteção financeira no agronegócio brasileiro, garantindo maior segurança para produtores e investidores do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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