Seguro Rural

Seguro agrícola: entenda a importância da proteção estratégica para o campo

Por que o seguro agrícola não deve ser avaliado apenas pelo retorno financeiro


Publicado em: 09/02/2026 às 17:30hs

Seguro agrícola: entenda a importância da proteção estratégica para o campo

O seguro agrícola é frequentemente alvo de críticas por não indenizar com frequência, gerando a percepção de que falha no objetivo. Para o especialista em riscos agrícolas Daniel Miquelluti, essa visão decorre de uma expectativa equivocada sobre a função do seguro e seu modelo econômico.

Segundo ele, considerar que o seguro “quase nunca paga” como uma falha do produto é um erro de interpretação. Na realidade, se as indenizações fossem recorrentes, o seguro perderia sua função técnica e se tornaria um subsídio indireto, insustentável financeiramente. O desafio, portanto, está na forma como muitos produtores decidem contratar a proteção.

A lógica correta: proteção da continuidade produtiva

Miquelluti explica que o erro mais comum é avaliar o seguro agrícola como um investimento financeiro, esperando retorno positivo recorrente. Essa abordagem gera frustração, porque o seguro não foi criado para gerar lucro frequente, mas para garantir a continuidade da atividade diante de eventos climáticos severos.

A decisão de contratar o seguro deve ser estratégica e econômica, considerando quantas safras consecutivas podem ser perdidas sem comprometer a viabilidade do negócio. Para produtores que não suportam perdas significativas, o seguro se torna instrumento essencial de proteção. Já aqueles que acreditam suportar várias safras negativas devem analisar com cuidado a exposição acumulada aos riscos climáticos, que muitas vezes é subestimada.

Frequência de pagamento não é o critério principal

O ponto central, segundo Miquelluti, é compreender que o seguro não é um investimento para gerar retorno financeiro, mas uma ferramenta de mitigação de riscos extremos. Quando encarado como proteção da continuidade produtiva, a baixa frequência de pagamento deixa de ser um problema, e o mecanismo passa a fazer sentido do ponto de vista econômico.

No campo, essa visão se torna ainda mais relevante, pois a experiência cotidiana tende a reduzir a percepção de riscos raros. Contudo, quando esses eventos se concretizam sem proteção, os efeitos podem ser severos e comprometer toda a operação agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

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