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ENERGIA: Horário de verão termina neste fim de semana

Termina neste fim de semana a 39ª edição do horário brasileiro de verão. Dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, deverão atrasar o relógio em uma hora, à meia-noite de sábado (15/02) para domingo (16/02), voltando a marcar 23 horas


Publicado em: 14/02/2014 às 20:50hs

ENERGIA: Horário de verão termina neste fim de semana

Termina neste fim de semana a 39ª edição do horário brasileiro de verão. Dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, deverão atrasar o relógio em uma hora, à meia-noite de sábado (15/02) para domingo (16/02), voltando a marcar 23 horas. A mudança deixará o dia 15 de fevereiro mais longo, com 25 horas, repondo a hora que foi adiantada no dia 20 de outubro de 2013. Nos quatro meses em que esteve em vigência, a estimativa é que a medida tenha reduzido em torno de 4% os níveis máximos de demanda por energia no sistema da Copel no Paraná durante um dos períodos mais críticos do dia, entre 18 e 21 horas (no verão, entre 19 e 22 horas).

Aliviar a carga- Ao contrário do que as pessoas em geral supõem, o horário de verão não serve apenas para economizar energia. Sua principal finalidade é aliviar a carga sobre o sistema elétrico. Na edição 2013/2014, durante o horário de maior demanda, estima-se que tenham sido retirados 220 megawatts de potência da rede da Copel, o equivalente à demanda máxima de uma cidade como Maringá, com 385 mil habitantes.

Demanda - “Durante o horário de verão, é possível diluir ao longo do dia o pico de demanda de energia das diversas classes de consumo, dissociando, por exemplo, o consumo máximo de energia nas residências do horário de acionamento da iluminação pública”, explica Nelson Cuquel, gerente de Operação do Sistema de Alta Tensão da Distribuição da Copel.

Eficiência - Ao possibilitar uma folga na demanda máxima simultânea por energia, a mudança de horário no verão torna mais eficiente a operação de usinas, subestações e linhas de transmissão, conferindo maior segurança à transmissão e distribuição de energia.

Novo horário de pico- As altas temperaturas neste verão confirmaram uma tendência dos últimos anos, de aumento do consumo de energia entre 14 e 15 horas, período de maior insolação no dia. “O último mês de janeiro, em particular, registrou médias de temperatura muito acima do normal em todo o Brasil, o que acarretou recordes de demanda de energia devido à popularização de aparelhos de climatização, como o ar-condicionado”, afirma Cuquel.

Confirmação - A informação é confirmada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), que registrou um aumento de 18,4% da carga de energia no Sistema Interligado Nacional em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo o ONS, o aumento se dá em função principalmente de dois fatores: o uso residencial e comercial intensivo de aparelhos de refrigeração nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e a retomada das atividades industriais ao longo do mês.

Risco mínimo- Apesar dos recordes de demanda, a Copel considera que o risco de haver desligamentos por conta do alto consumo é mínimo. “O fornecimento de energia pode ser garantido pelas usinas térmicas, apesar do alto custo que esta estratégia representa, e que acaba sendo paga pelos consumidores”, explica Cuquel. “Tendo isto em vista, é importante evitar ao máximo o desperdício de energia nos horários de maior demanda, no início da tarde e no início da noite”.

Estratégia - Assim, se o horário de verão presta-se, historicamente, a aliviar a operação do sistema elétrico entre 18 e 21 horas, a estratégia para conferir uma folga ao sistema durante os novos picos de demanda das 14 às 15 horas é usar a energia com eficiência, combatendo seu desperdício.

Horário de verão- A medida começou a ser aplicada no Brasil na década de 1930, durante o governo do presidente Getúlio Vargas. A primeira edição durou quase seis meses: de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Nos 35 anos seguintes, a medida foi instituída em nove oportunidades: em 1932, de 1949 a 1952, em 1963 e de 1965 a 1967. Depois de muito tempo esquecido, o horário de verão ressurgiu em 1985 por decreto do presidente José Sarney, passando a ser adotado anualmente desde então.

Regras - Em 2008, o Decreto 6.558 estabeleceu regras para a aplicação do horário de verão, como a área de abrangência (estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, incluindo o Distrito Federal) e época para início e término (terceiro domingo de outubro e terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte, respectivamente).

Uso eficiente de energia- O aumento da demanda de energia entre as 14 e 15 horas pode ser atenuado com a redução do desperdício. Confira algumas dicas:

Condicionador de ar- Mantenha portas e janelas fechadas ao utilizá-lo / Limpe os filtros periodicamente / Desligue se ficar fora do ambiente por mais de uma hora / Evite instalá-lo em local exposto ao sol.

Geladeira - Não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado / Coloque e retire os alimentos e bebidas de uma só vez / Evite guardar alimentos quentes / Não forre as prateleiras da geladeira com plásticos ou vidros / No inverno, diminua a regulagem da temperatura.

Chuveiro elétrico - A chave na posição "verão" gasta até 40% menos energia / A fiação deve ser adequada, bem instalada e com boas conexões / Se costuma lavar o banheiro utilizando a água do chuveiro, mantenha a parte elétrica desligada.

Iluminação - Evite acender lâmpadas durante o dia; abra bem as cortinas e persianas e use ao máximo a luz do sol / Use cores claras nas paredes internas da sua residência / Prefira lâmpadas fluorescentes ou fluorescentes compactas, pois iluminam melhor, consomem menos energia e duram até dez vezes mais do que as lâmpadas incandescentes.

Televisor, aparelho de som e computador - Mantenha ligado somente o aparelho que você está utilizando / Evite o hábito de dormir com aparelhos ligados / Não exponha ao sol aparelhos com sistema de ventilação interna.

Ferro elétrico - Espere acumular uma boa quantidade de roupa e passe tudo de uma vez. Ligar o ferro várias vezes ao dia desperdiça muita energia / No caso de ferro elétrico automático, use a temperatura de aquecimento indicada para cada tipo de tecido, iniciando sempre pelas roupas que requerem temperaturas mais baixas / Deixe o ferro desligado quando não estiver em uso, mesmo por intervalos curtos.

Mais - Conheça outras orientações para o uso eficiente de energia no site www.copel.com.

 

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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