Publicado em: 13/05/2026 às 11:10hs
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou posicionamento oficial sobre a atualização da lista da União Europeia referente aos países habilitados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco europeu.
A revisão ocorre no contexto da adoção de novas regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária, aplicadas de forma uniforme a todos os países exportadores.
Segundo a FPA, o cenário exige atenção redobrada do Brasil diante da pressão interna de agricultores europeus e de países como a França, que têm se posicionado contra o avanço do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
Para o setor produtivo brasileiro, há preocupação de que exigências regulatórias possam ser utilizadas como instrumentos de restrição comercial indireta, afetando a competitividade das exportações agropecuárias.
A nota reforça que o Brasil permanece habilitado a exportar para o mercado europeu e que qualquer eventual restrição dependerá exclusivamente da apresentação de garantias formais exigidas pelo bloco até o prazo estabelecido de 3 de setembro de 2026.
O setor destaca ainda que não há qualquer indicação de falha sanitária na pecuária brasileira.
A produção de carne bovina do Brasil é exportada para mais de 170 mercados internacionais, sustentada por sistemas consolidados de inspeção, rastreabilidade e protocolos sanitários reconhecidos globalmente.
Esse histórico é citado como um dos principais pilares da confiança internacional no produto brasileiro.
A Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que seguirá acompanhando o tema em conjunto com o setor produtivo e com as autoridades brasileiras.
A entidade defende uma solução baseada no diálogo diplomático, com foco em:
O episódio reforça a importância do acompanhamento contínuo das regras sanitárias e comerciais globais, especialmente em um momento de discussões sensíveis entre grandes blocos econômicos.
O agronegócio brasileiro segue atento aos desdobramentos, principalmente no que diz respeito ao acesso a mercados estratégicos e à estabilidade das exportações de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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