Senado terá 40 novos integrantes em 2027; renovação chega a 74% das vagas disputadas
Eleição definiu 54 cadeiras para mandatos de oito anos; dos 32 senadores que buscaram a reeleição, 14 permanecerão na Casa
Publicado em: 05/10/2026 às 11:30hs
O Senado Federal terá 40 novos integrantes entre os 54 eleitos no pleito de 2026, uma renovação de aproximadamente 74% das cadeiras disputadas. A votação realizada no domingo (4) também garantiu um novo mandato a 14 senadores, que permanecerão na Casa por mais oito anos.
Ao todo, 32 senadores tentaram a reeleição. Desse grupo, 14 foram reconduzidos ao cargo e 18 não conseguiram renovar o mandato, resultando em uma taxa de sucesso de aproximadamente 43,7%.
A nova composição começa a tomar forma em 2027. Além das mudanças nas vagas submetidas às urnas, cadeiras preenchidas em 2022 poderão passar a ser ocupadas por suplentes em razão da eleição de seus titulares para governos estaduais.
Renovação reúne derrotas nas urnas e saída de titulares da disputa
Uma mudança expressiva no Senado já estava prevista antes da apuração. Entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não concorreram nas eleições e outros nove buscaram cargos diferentes ou participaram do pleito como suplentes.
Assim, 22 vagas necessariamente teriam novos ocupantes. A derrota de 18 senadores que tentavam a reeleição elevou esse número para 40.
Os 54 eleitos assumirão mandatos de oito anos, correspondentes à renovação de dois terços das 81 cadeiras da Casa.
Veja os 14 senadores reeleitos em 2026
Conseguiram um novo mandato, em ordem alfabética:
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Carlos Portinho (PL-RJ);
- Cid Gomes (PSB-CE);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Eduardo Gomes (PL-TO);
- Humberto Costa (PT-PE);
- Jaques Wagner (PT-BA);
- Lucas Barreto (PSD-AP);
- Marcelo Castro (MDB-PI);
- Marcio Bittar (PL-AC);
- Plínio Valério (PSDB-AM);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Styvenson Valentim (Podemos-RN);
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Taxa de reeleição supera a registrada em 2018
A eleição de 2026 repetiu o número de candidatos à reeleição observado em 2018: nos dois pleitos, 32 titulares disputaram a permanência no Senado.
O resultado, porém, foi diferente. Em 2018, apenas oito conquistaram outro mandato, enquanto 46 das 54 cadeiras passaram a ter novos ocupantes. Naquele ano, a renovação alcançou 85,19% das vagas em disputa.
Em 2026, o número de reeleitos subiu para 14, reduzindo a renovação para aproximadamente 74%. Apesar da maior permanência de titulares, cerca de três em cada quatro cadeiras disputadas terão novos representantes.
Eleições para governador também podem alterar a composição
As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa em 2026. Elas foram preenchidas na eleição de 2022, e seus mandatos seguem até janeiro de 2031.
Ainda assim, parte dessas vagas poderá mudar de ocupante. Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, abrindo caminho para que seus suplentes assumam os mandatos no Senado.
Outros três senadores continuam na disputa pelos governos estaduais: Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO). Os três avançaram ao segundo turno nos respectivos estados.
Como funciona a renovação do Senado
Cada estado e o Distrito Federal possuem três representantes no Senado, totalizando 81 integrantes. Os mandatos duram oito anos, mas as eleições ocorrem a cada quatro anos, com renovação alternada.
Em um pleito, são escolhidos dois senadores por unidade da Federação, correspondentes a dois terços da Casa. Na eleição seguinte, é preenchida uma vaga por estado e pelo Distrito Federal, equivalente a um terço do Senado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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