Publicado em: 14/05/2026 às 11:05hs
Produtores rurais de todo o Brasil podem estar próximos de uma nova alternativa estruturada para renegociar dívidas acumuladas nos últimos anos. A proposta, incluída no Projeto de Lei PL 5.122/2023, prevê o uso ampliado do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) como mecanismo central de alavancagem financeira.
A iniciativa, construída com participação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), pode destravar até R$ 200 bilhões em operações de renegociação, com potencial de transformar a estrutura de crédito no campo.
A proposta autoriza o governo federal a ampliar sua participação no FGI com aporte adicional de até R$ 20 bilhões. Esses recursos seriam utilizados exclusivamente como garantia para operações de repactuação de dívidas rurais.
Segundo a senadora Tereza Cristina, o modelo pode gerar forte efeito multiplicador:
A senadora defende que o mecanismo pode deixar um legado estrutural para o crédito agrícola no Brasil.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, afirmou que o setor enfrenta uma forte pressão financeira e climática, exigindo resposta emergencial e estrutural.
Segundo ele, o volume atual de dívidas do setor já alcança cerca de R$ 150 bilhões, enquanto soluções anteriores seriam insuficientes para enfrentar o problema.
O relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros, destacou que a proposta incorpora contribuições da FPA e avançou com a inclusão da emenda do FGI no relatório.
A expectativa é que a votação ocorra na próxima terça-feira (19), com articulação para levar o texto ao Plenário do Senado ainda na mesma semana.
O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira, defende que a proposta vai além de uma solução emergencial.
Segundo ele, o texto pode estruturar um novo sistema de financiamento agrícola no país, com maior previsibilidade e mecanismos permanentes de renegociação.
Além do uso do FGI, o projeto prevê:
Outros integrantes da bancada do agro destacaram a importância da proposta:
A FPA trabalha para que a estrutura da renegociação seja aprovada antes do anúncio do próximo Plano Safra, evitando novas alterações legislativas no retorno à Câmara dos Deputados.
A estratégia é acelerar a tramitação para garantir implementação imediata e reduzir o impacto da inadimplência no campo.
A proposta é vista no Congresso como uma das mais amplas iniciativas recentes para reestruturação do crédito rural no Brasil. Se aprovada, pode combinar:
A votação na CAE e no Plenário do Senado será decisiva para definir a velocidade de implementação do novo modelo de financiamento agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
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