Publicado em: 17/07/2024 às 12:30hs
A aprovação do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária (PLP 68/2024) pela Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira (10), é vista pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) como um passo positivo para o aprimoramento do sistema tributário e para o aumento da competitividade das empresas brasileiras. Contudo, a entidade alerta que a ampliação das exceções pode gerar um aumento significativo da alíquota de referência do IBS/CBS, além de intensificar o risco de litígios.
Ricardo Alban, presidente da CNI, expressou confiança no Senado para corrigir os pontos críticos identificados. "Um dos principais problemas é a expansão da lista de bens e serviços que terão alíquotas reduzidas ou isenção total. Sem uma revisão nesse aspecto, a alíquota de referência do IBS/CBS poderá subir de 26,5% para cerca de 28%, o que prejudicará todos os setores econômicos e, consequentemente, seus consumidores", afirmou Alban.
Entre os aspectos positivos defendidos pela indústria, destacam-se:
Apesar dos avanços, a CNI aponta várias questões que requerem revisão no Senado:
A CNI se opõe à inclusão do carvão mineral no Imposto Seletivo, argumentando que sua tributação sem direito a crédito resulta em cumulatividade, impactando negativamente as cadeias produtivas. Embora a alíquota para minério de ferro e petróleo esteja limitada a 0,25%, a CNI defende que o ideal seria a isenção total, para evitar onerar as atividades extrativas e suas respectivas cadeias produtivas.
A CNI reafirma a necessidade de um diálogo contínuo para aprimorar a reforma tributária e garantir um sistema mais justo e eficiente para todos os setores da economia.
Fonte: Portal do Agronegócio
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