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“Queda dos preços externos gera perda de receitas das exportações”, diz governo

Apesar do superávit de US$ 2,379 bilhões da balança comercial em julho, o valor em vendas externas caiu 19,5% em relação a julho de 2014


Publicado em: 10/08/2015 às 18:50hs

“Queda dos preços externos gera perda de receitas das exportações”, diz governo

O diretor do Departamento de Estatística e Apoio às Exportações do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Herlon Brandão, defendeu o desempenho das exportações brasileiras e disse que o principal motivo para a perda de receitas com as vendas externas é a diminuição do preço das commodities.

Apesar do superávit de US$ 2,379 bilhões da balança comercial em julho, o valor em vendas externas caiu 19,5% em relação a julho de 2014. Nos sete primeiros meses deste ano, a queda foi de 15,5%, também pela média diária. Porém, de acordo com Brandão, considerando-se apenas a quantidade exportada, houve crescimento de 3,2% em julho ante igual mês do ano passado e de 7,2% de janeiro a julho de 2015.

Brandão diz ainda que é o movimento de queda de preço de algumas commodities que provoca a queda dos valores negociados. Segundo dados do ministério, os preços dos itens da pauta de exportações caíram 22% em julho, na comparação a igual mês de 2014, e 20,8% de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo intervalo de tempo no ano passado. O diretor cita como exemplos o minério de ferro, o complexo soja (óleo, farelo e grão) e o petróleo e seus derivados. Segundo ele, os três produtos responderam por 78,8% da queda de US$ 20,7 bilhões no valor absoluto em exportações de janeiro a julho deste ano ante igual período de 2014. No entanto, os preços do petróleo e derivados em queda no exterior, a conta-petróleo registrou recuo tanto nas exportações quanto importações e, em razão disso, conseguiu reduzir seu déficit em relação a 2014.

Para ele, a economia desaquecida é o principal fator de influência para a queda das compras do Brasil no exterior: “São vários fatores, mas o que é mais determinante é a atividade econômica”, explica, ressaltando, no entanto, que um superávit deve ser comemorado mesmo se vinculado ao fato de a queda de importações superar a de exportações.

Fonte: MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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