Publicado em: 15/04/2026 às 10:30hs
A produção brasileira de carnes deve alcançar 33,38 milhões de toneladas em 2026, segundo o Quadro de Suprimento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado mantém o país em trajetória de alta no setor, com destaque para o avanço da avicultura e da suinocultura, além de forte desempenho das exportações.
O volume total considera carnes suína, de frango e bovina, e se aproxima do recorde registrado em 2025, quando o Brasil atingiu sua maior produção histórica.
A suinocultura é um dos principais motores do crescimento do setor em 2026. A produção deve chegar a 5,88 milhões de toneladas, alta de quase 4% em relação ao ano anterior, configurando o maior volume da série histórica da Conab.
O desempenho é sustentado por um rebanho estimado em 44,8 milhões de cabeças, também recorde histórico.
Segundo a Conab, o cenário reflete o aumento da demanda interna e o avanço das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados.
O Brasil deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas de carne suína em 2026, o que representa crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior.
O desempenho confirma uma trajetória de expansão contínua desde 2020, quando as exportações ultrapassaram a marca de 1 milhão de toneladas pela primeira vez.
Mesmo com o aumento das vendas externas, a disponibilidade interna também deve crescer 3,4%, chegando a aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.
A produção de carne de frango deve ultrapassar 16 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como principal exportador mundial da proteína.
As exportações do setor devem crescer 3,6%, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas embarcadas.
De acordo com a Conab, o bom desempenho está relacionado ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, o que reforça a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
No mercado interno, a disponibilidade deve alcançar 10,85 milhões de toneladas, com alta de 1,8% em relação ao ano anterior.
A Conab projeta queda de 5,3% na produção de carne bovina em 2026, que deve somar 11,3 milhões de toneladas. Apesar da retração, o volume ainda representa o segundo maior da série histórica.
Em 2025, o Brasil registrou produção recorde e alcançou a posição de maior produtor mundial de carne bovina, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O desempenho do setor é sustentado por avanços em genética, nutrição e manejo, que ajudam a manter a produtividade elevada, podendo reduzir a intensidade da queda prevista.
As exportações de carne bovina devem atingir 4,35 milhões de toneladas em 2026, volume considerado elevado dentro da série histórica.
A redução em relação ao ciclo anterior está associada ao início da reversão do ciclo pecuário e às restrições impostas pela China, que estabeleceu uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas com sobretaxa de 55% sobre volumes excedentes.
A medida também afeta outros grandes exportadores, como Argentina, Austrália e Uruguai, alterando o fluxo global do comércio da proteína.
Mesmo com esse cenário, a Conab destaca que as exportações devem se concentrar na primeira metade do ano.
A produção de ovos também segue em expansão. A estimativa para 2026 é de 51,2 bilhões de unidades, alta de 4,6% em relação ao ano anterior.
O crescimento reforça o bom desempenho da avicultura brasileira e amplia a oferta no mercado interno, contribuindo para o equilíbrio da cadeia produtiva.
De forma geral, o cenário projetado pela Conab indica manutenção do crescimento da produção de carnes no Brasil, com destaque para suínos e frangos, além de forte presença no mercado internacional.
Mesmo com ajustes na carne bovina, o setor segue em nível elevado de produção, sustentado por ganhos de produtividade e expansão das exportações, reforçando a posição do país como um dos principais players globais de proteínas animais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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