Publicado em: 24/06/2024 às 11:40hs
Nesta sexta-feira (21), teve início o vazio sanitário da soja em municípios do Sul, Leste, Campos Gerais, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no Paraná. A medida, que proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja no campo, visa evitar que a cultura se torne hospedeira do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da principal doença da soja.
Diferentemente das temporadas anteriores, o vazio sanitário foi escalonado conforme as características climáticas e agrícolas de cada região do estado. A Região 1, composta pelos municípios do Sul, Leste, Campos Gerais, Litoral e RMC, terá o período de vazio sanitário até 19 de setembro. A semeadura está liberada a partir de 20 de setembro até 18 de janeiro de 2025.
Na Região 3, que abrange os municípios do Sudoeste do Estado, o vazio sanitário começou no sábado (22) e vai até 20 de setembro, com o período de plantio estendido de 21 de setembro a 19 de janeiro de 2025. Já a Região 2, que inclui Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste paranaenses, iniciou seu vazio sanitário em 2 de junho, encerrando em 31 de agosto, com o plantio liberado a partir de 1º de setembro até 30 de dezembro deste ano.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) será responsável pela fiscalização, garantindo que todos os produtores cumpram as normas estabelecidas. Renato Rezende Young Blood, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, ressalta a importância da medida para reduzir custos com fungicidas e manter a eficácia no controle de doenças, beneficiando tanto os agricultores quanto o meio ambiente.
A erradicação de plantas vivas de soja durante o vazio sanitário não se limita apenas às áreas agrícolas, mas também inclui terrenos de cultivo de inverno, como trigo, aveia e cevada, além das margens de rodovias e estradas. A Adapar orienta que qualquer detecção de plantas de soja deve ser imediatamente eliminada para evitar a proliferação da doença.
As novas regras foram estabelecidas pela Portaria n.º 1.111 de 13 de maio de 2024, em colaboração com entidades representativas do setor agropecuário, visando garantir uma produção de soja mais sustentável e alinhada com as melhores práticas de manejo e controle fitossanitário.
Fonte: Portal do Agronegócio
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