Publicado em: 16/09/2016 às 12:45hs
O documento deixa clara a intenção de que a criação desse novo segmento vai ajudar a redesenhar a economia agrária no Estado.
A câmara foi criada com o objetivo de orientar, discutir políticas, estratégias e diretrizes relativas à produção, beneficiamento, industrialização e comercialização da cana e derivados.
Além dessas medidas, esse foro consultor deverá propor uma nova forma de definição e um modelo mais consistente de monitoramento de políticas setoriais.
Para atingir a excelência, a câmara vai poder articular iniciativas e decisões junto aos órgãos e entidades dos governos federal, estadual e municipal. Cooperativas, associações afins, entidades privadas e organismos internacionais também vão atuar diretamente nessa tarefa.
Para o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, é se utilizando desses mecanismos e de todas as possibilidades que o setor poderá ser resgatado e, consequentemente, se criar estratégias para a busca de resultados econômicos e sociais positivos para a atividade canavieira.
Álvaro ressalta, ainda, que tão logo o governador Renan Filho (PMDB/AL) retorne de Brasília será marcada a data de posse dos membros que vão compor a comissão setorial.
E o secretário complementa, “ Logo após a solenidade de posse, estaremos aptos a realizar a primeira reunião para discutir a dívida das usinas com os fornecedores”.
A notícia da publicação é recebida como um estímulo pelos fornecedores de cana que apostam na criação da câmara como um forte mecanismo de negociação, sobretudo, nesse momento em que a categoria sofre os efeitos da dívida dos usineiros.
O débito das usinas totalizam R$ 250 milhões e atinge os cerca de 7500 plantadores de cana associados aqui no Estado. Ontem, inclusive, um grupo liderado pela presidência da Asplana esteve reunido com o secretário da Agricultura, Álvaro Vasconcelos. “ Ontem, a gente discutiu e de imediato o governo mostrou eficiência e rapidez para atender ao pleito dos fornecedores com a publicação da medida”, destaca.
Na ocasião, eles evidenciaram ao secretário o tamanho e a intensidade da crise. Das 19 usinas, apenas 6 pagam seus débitos em dia. De acordo com a diretoria técnica da associação, já se somam três safras de atraso nos pagamentos - o que força a diminuição da produção. Mas mesmo enfrentando o forte impacto, os fornecedores se mostram confiantes e abertos ao diálogo e a negociação.
Fonte: Assessoria de Comunicação Seagri AL
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