Publicado em: 13/04/2026 às 12:30hs
Mato Grosso deu um passo pioneiro na agenda ambiental e energética ao se tornar o primeiro estado do país a regulamentar e certificar o uso da biomassa proveniente de madeira nativa. O decreto que institui o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2025–2040 foi assinado no dia 30 de março, no Palácio Paiaguás.
Elaborado em conjunto pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Meio Ambiente (Sema), o decreto estabelece regras de legalidade, rastreabilidade e uso eficiente da biomassa florestal, hoje considerada insumo estratégico para a indústria e para a transição energética.
A medida transforma resíduos de supressão vegetal, muitas vezes descartados ou queimados, em fonte de energia e valor econômico, oferecendo segurança jurídica e previsibilidade para investidores.
O documento prevê três eixos principais:
Desenvolvimento da cadeia produtiva de madeira e biomassa – reorganização do setor da produção ao consumo industrial.
O plano também prevê reduzir gradualmente a dependência de biomassa oriunda de supressão vegetal autorizada, incentivando fontes mais sustentáveis, como florestas plantadas e resíduos industriais.
A biomassa florestal já tem papel central na matriz energética de Mato Grosso, especialmente em cadeias como agroindústria e siderurgia. Com a regulamentação, o estado organiza o mercado e aumenta a competitividade global, alinhando-se a critérios ambientais internacionais.
Para Cidinho Santos, CEO da MC Empreendimentos e Participações, a medida representa um novo momento para o setor:
“Mato Grosso transforma um recurso muitas vezes desperdiçado em solução energética e industrial estruturada, com regras claras e segurança jurídica, fortalecendo toda a cadeia produtiva da biomassa.”
Além do efeito econômico, o plano contribui para a agenda climática, ao estimular o uso de fontes renováveis e reduzir a queima de resíduos florestais. A iniciativa reforça a estratégia de Mato Grosso para consolidar uma economia de baixo carbono e reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: Portal do Agronegócio
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