Publicado em: 29/06/2016 às 17:15hs
“Existe preocupação por parte dos produtores de que as atuais taxas são elevadas para um padrão de inflação baixa (que possa vir no futuro)”, disse. “A ideia no governo é que consigamos uma escala (...), com inflação mais algum juro condizente, porque nós temos que sinalizar para o futuro”, explicou o ministro, após audiência no Senado, em Brasília (DF).
Correção - Segundo ele, a correção dos financiamentos de custeio agrícola não preocupa agricultores e o governo, justamente por causa do curto prazo para o vencimento, ao contrário dos recursos emprestados para investimentos em máquinas, infraestrutura e logística agrícola.
Prazos mais longos - “O custeio não preocupa, porque vence muito rápido. Com taxa de juros hoje de 8,5% a 9% ao ano e inflação de 7%, significa que tem juros reais de 1% a 2%”, afirmou. “Mas (preocupa) para a compra de máquinas, construção de armazéns e todos esses programas, que têm de 10 a 15 anos para pagar. Imagine lá na frente esse produtor devendo 10% ao ano, com inflação de 2%?”, emendou o ministro.
Fiscalização terceirizada - Blairo Maggi defendeu também que o governo federal adote um sistema terceirizado de fiscalização sanitária, desde que haja um controle e uma supervisão feitos pelos técnicos federais da área. Para Maggi, a proposta se justifica em razão do crescimento da demanda exportadora do setor agrícola, pecuário e da agroindústria em um cenário de pressão dos importadores para uma maior rigidez sanitária.
Dificuldade de acompanhamento - “Eu entendo que o País não tem condições de acompanhar, com o (atual) número de fiscais e os concursos públicos, a velocidade do crescimento das exportações, e isso nos leva a uma reflexão de como conseguiremos cumprir nossos acordos internacionais de fiscalização pelo serviço público”, afirmou Maggi. “O ministério está estudando e conversamos com o setor de abrir o espaço sob a responsabilidade do Estado, de ter um serviço terceirizado.”
Agilidade e rapidez - O ministro afirmou que o serviço terceirizado daria agilidade e rapidez ao processo e procurou tranquilizar os fiscais, que passariam, segundo ele, a ter “um status mais elevado” de coordenação de um processo que já conhecem.
Fonte: Estadão Conteúdo
◄ Leia outras notícias