Publicado em: 19/03/2024 às 11:25hs
Na nota técnica, a pasta alerta para a possibilidade de bitributação com a criação do novo Imposto Seletivo (IS) e também para impactos no preço da energia elétrica.
O documento afirma que a possibilidade de incidência do IS tanto na exploração e produção de óleo e gás quanto na venda derivados “traz preocupações quanto aos seus efeitos sobre o preço final de comercialização ao consumidor”, inclusive com impactos na inflação.
Ressalta, por exemplo, que a gasolina já tem outras três políticas específicas que encarecem o seu valor.
Na sexta-feira (15/3), o secretário extraordinário de Reforma Tributária, Bernard Appy, que recebeu as considerações do MME, afirmou que o IS não deve incidir sobre combustíveis e que a cobrança na extração de petróleo “ainda está em discussão”.
Energia elétrica. Além do possível aumento de preços dos combustíveis e bitributação, o MME ressaltou o potencial impacto nas tarifas de energia elétrica.
O material enviado pelo ministério reúne o posicionamento setorial, com as recomendações do ministério, e foi elaborado após encontro de representantes do governo federal com várias associações.
O MME enviou também um conjunto de apresentações e estudos feitos por associações representativas dos setores de exploração e produção de óleo e gás e de derivados e biocombustíveis.
GLP. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, defendeu que o combustível fique de fora do imposto seletivo, porque tem papel na transição energética, de substituir a lenha, e tem um papel social relevante.
Fonte: Agência epbr
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