Governo

Haddad diz que queda nos juros facilitará crescimento sustentável e que otimismo na economia vai aumentar

Ministro da Fazenda comentou decisão do Banco Central de fazer o primeiro corte na Selic em 3 anos. Haddad também disse que queda nos juros é 'fruto do diálogo' entre governo e BC


Publicado em: 03/08/2023 às 11:40hs

Haddad diz que queda nos juros facilitará crescimento sustentável e que otimismo na economia vai aumentar

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou nesta quarta-feira (2) a queda na taxa Selic, de 13,75% ao ano para 13,25%. Haddad disse que o corte vai facilitar o crescimento sustentável.

Esse foi o primeiro corte da taxa básica de juros em três anos. A última queda havia acontecido em agosto de 2020, em meio à fase mais aguda da pandemia de Covid-19, quando a taxa Selic caiu de 2,5% para 2% ao ano.

No comunicado divulgado após a reunião, o comitê argumentou que a melhora do cenário para a inflação possibilitou a redução da Selic.

"Vai ter mais otimismo. Os investidores, o mundo todo vão olhar para o Brasil com mais otimismo", disse Haddad.

O ministro também afirmou que a queda na taxa básica de juros foi "fruto de muito diálogo". Ele fez referência à relação entre a Fazenda e o Banco Central. O governo vinha, desde o início do ano, criticando o BC por manter a taxa em 13,75%.

Haddad afirmou ainda que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, que votou favorável à redução da Selic para 13,25%, teve uma posição técnica, e não de concessão ao governo. Campos Neto vinha sendo, havia meses, alvo de críticas de governistas pelo fato de o BC sucessivas vezes ter mantido a Selic em 13,75%.

"Eu tenho certeza, até por conhecê-lo já há oito meses, que o presidente do BC votou com aquilo que ele domina em economia. É um voto técnico, calibrado à luz de tudo o que ele conhece da realidade do país. O fato de que nós estamos, nesse momento, alinhados em torno da decisão não significa que houve concessão do BC. Era uma situação de votação apertada mesmo, por várias opiniões no mercado", concluiu o ministro.

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