Publicado em: 20/06/2024 às 11:05hs
O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, compareceu à audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (19) para discutir a continuidade da compra de arroz pelo governo federal. Apesar das críticas e da proposta de reavaliação do leilão, Fávaro assegurou que o governo não abandonará a iniciativa e planeja reestruturar o edital.
O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), destacou que o questionamento não se trata de política partidária, mas sim da necessidade de avaliar a eficácia e a urgência da medida. Ele argumentou contra a utilização de recursos fora do teto para a compra emergencial de arroz, citando dados de estoque e produção.
Afonso Hamm (PP-RS) enfatizou a necessidade de um plano emergencial de reconstrução para o Rio Grande do Sul, criticando o investimento de R$ 7 bilhões em importação de arroz. Para ele, é fundamental direcionar recursos para a recuperação das áreas afetadas no estado.
Marcel van Hattem criticou veementemente a persistência do governo no leilão, considerando-o inadequado diante das necessidades prioritárias da população gaúcha afetada por enchentes recentes. Ele destacou a falta de sensibilidade do governo em relação às prioridades reais do estado.
Rodolfo Nogueira (PL-MS) classificou o leilão como um equívoco, ressaltando que o setor agropecuário enfrenta uma crise histórica. Ele lamentou a falta de diálogo do governo com os produtores e questionou a eficácia das medidas adotadas.
Carlos Fávaro defendeu o leilão como uma medida para controlar os preços do arroz diante da situação de calamidade no Rio Grande do Sul. Ele argumentou que, mesmo com estoques disponíveis, a tragédia poderia afetar os preços de forma significativa, justificando a ação do governo e da Conab.
O ministro confirmou que o governo não desistirá do leilão e que o edital passará por ajustes para melhorar a participação das empresas brasileiras e a eficiência do abastecimento.
Giovani Cherini (PL-RS), membro da FPA, defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os leilões de arroz, chamando a compra de "desnecessária e obscura". Ele expressou preocupação com a falta de segurança jurídica para o setor agropecuário e a necessidade de transparência nas ações do governo.
Tenente Coronel Zucco endossou a proposta da CPI e contestou as justificativas do ministro Fávaro, alegando que o governo foi responsável pela especulação sobre a importação de arroz. Ele criticou a gestão do processo e sugeriu consequências políticas caso a investigação avance.
O debate na Câmara dos Deputados reflete preocupações e críticas sobre a compra de arroz pelo governo federal, destacando a necessidade de transparência e eficácia nas medidas adotadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias