Publicado em: 11/08/2016 às 19:10hs
Diante dos problemas decorrentes da pouca oferta de milho no mercado interno, especialmente no que diz respeito ao abastecimento das agroindústrias fabricantes de carnes que usam o cereal como seu principal insumo de produção, o governo federal avalia a possibilidade de importação de 1,5 milhão de toneladas do grão transgênico dos Estados Unidos (EUA). Foi o que afirmou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller.
De acordo com Geller, técnicos do Mapa vão se reunir com integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para discutir a liberação da importação, rito que é necessário já que se trata do ingresso no País de milho oriundo de sementes geneticamente modificadas. Segundo o secretário, há uma questão técnica que precisa ser analisada pela CTNBio antes que seja dado o sinal verde para a operação.
Segundo informações do portal Datagro, caso seja autorizada a importação, o produto entrará no País sem a cobrança de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC), que incide sobre as aquisições feitas de países fora do Mercosul. Para Geller, a importação de milho de países vizinhos, entre os quais Argentina e Paraguai, bem como dos Estados Unidos irá contribuir para segurar a elevação dos preços do cereal no mercado doméstico mesmo diante da quebra de produção projetada para a segunda safra, em razão de intempéries climáticas.
Embora sem citar números exatos, Geller estimou, ainda, que devido à valorização dos preços do milho registrada nos últimos meses, a área plantada com o cereal na temporada de verão será maior se comparada a do ciclo anterior. Na avaliação do secretário, a expansão do plantio de milho também decorre da queda na remuneração da soja, que recuou com a queda da cotação do dólar.
Com base neste cenário, Geller projetou que a combinação de área plantada maior, que salvo problemas climáticos poderá resultar em um volume produzido mais significativo, e autorização para importações, a oferta de milho no começo de 2017 será elevada, o que poderá ter reflexos nas cotações. Para garantir o preço mínimo para o produtor, o secretário adiantou que haverá cerca de R$ 1,9 bilhão em recursos para serem usados em operações de comercialização.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias
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