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Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e disputará Presidência com Lula em 25 de outubro

Senador aparece à frente na apuração e é apontado como favorito por analista; transferência de votos e alianças devem pesar na segunda etapa da eleição


Publicado em: 05/10/2026 às 08:30hs

Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e disputará Presidência com Lula em 25 de outubro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro, após a votação realizada neste domingo (4).

Na atualização das 22h51, com 99,95% das seções eleitorais apuradas, Flávio tinha 47,04% dos votos válidos, contra 45,15% de Lula. A diferença era de aproximadamente 2,3 milhões de votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reproduzidos pela Bloomberg Línea. Os números ainda eram parciais. bloomberglinea.com.br

A liderança do candidato do PL altera as avaliações sobre a disputa, mas a definição dependerá da capacidade das campanhas de conquistar novos eleitores e ampliar suas alianças.

Liderança de Flávio muda avaliação sobre o segundo turno

Para o cientista político Creomar de Souza, da Dharma Political Risk, o desempenho nas urnas coloca Flávio em posição de favoritismo para a próxima etapa.

Na avaliação do especialista, o resultado demonstra a eficácia da campanha do PL e expõe dificuldades na estratégia de Lula. Souza pondera, entretanto, que a disputa deve permanecer apertada e que a votação do primeiro turno modifica os prognósticos anteriores.

O senador superou as expectativas apresentadas pelos principais institutos de pesquisa na véspera da eleição. Embora os levantamentos indicassem crescimento na reta final, não antecipavam sua liderança sobre o presidente.

Voto útil pode limitar ganhos adicionais

A concentração de votos em Flávio antes do primeiro turno também pode reduzir o espaço para avanços na segunda etapa.

Segundo Rafael Favetti, analista da Fatto Inteligência Política, parte dos eleitores de outros candidatos já havia migrado para o senador durante a campanha. Esse movimento diminui a quantidade de votos disponíveis para uma transferência posterior.

As pesquisas vinham registrando queda nas intenções de voto de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), enquanto Flávio avançava.

Para Carlos Melo, cientista político do Insper, o resultado também expressa insatisfação com a política. O especialista interpreta parte da votação como manifestação de protesto, além do movimento de voto útil.

Mercado financeiro acompanha cenário fiscal e alianças

O resultado eleitoral deve influenciar as expectativas dos investidores nesta segunda-feira (5), segundo analistas ouvidos no material-base.

Fernando Siqueira, responsável pela área de pesquisa da Eleven, avalia que o cenário pode favorecer a continuidade da valorização do Ibovespa e do real, acompanhada de queda nas taxas de juros negociadas no mercado.

Essa expectativa está ligada à percepção de agentes financeiros de que uma eventual gestão de Flávio poderia adotar maior controle das contas públicas. Trata-se de uma avaliação sobre a reação dos ativos, sujeita aos próximos acontecimentos da campanha.

Composição do Congresso amplia desafio político

Além da disputa presidencial, o desempenho de aliados de Flávio nas eleições legislativas pode fortalecer o PL no Congresso.

A eleição de representantes ligados ao bolsonarismo para o Senado tende a ampliar a influência desse grupo sobre a agenda política. Caso vença o segundo turno, Flávio poderá encontrar uma base parlamentar favorável a pautas defendidas por seus aliados.

Para Lula, uma eventual reeleição exigiria negociação com um Legislativo potencialmente mais resistente ao governo. O presidente também sofreu perdas entre nomes que apoiava nas disputas ao Senado, como as ex-ministras Simone Tebet, Marina Silva e Gleisi Hoffmann.

Com a segunda etapa marcada para 25 de outubro, as campanhas entram agora em uma fase de busca por apoios e revisão de estratégias para conquistar os votos necessários à vitória.

Fonte: Portal do Agronegócio

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