Publicado em: 02/02/2026 às 19:00hs
O setor agropecuário de Goiás inicia 2026 com boas notícias. A primeira reunião do ano da Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE-GO/FCO) aprovou R$ 35,5 milhões em financiamentos voltados ao agronegócio por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
O encontro — o de número 422, realizado de forma online no dia 29 de janeiro — contou com a participação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e avaliou 23 cartas-consulta na modalidade FCO Rural, todas destinadas a fortalecer a produção agropecuária goiana.
De acordo com os dados da reunião, os recursos aprovados beneficiam produtores de vários portes, abrangendo desde pequenos agricultores até médios empreendedores rurais.
Os investimentos contemplam projetos nas áreas de avicultura, bovinocultura de corte e agricultura, com destaque para aplicações em soja, compra de máquinas e implementos agrícolas, correção de solo e instalação de sistemas de irrigação.
Entre as propostas aprovadas, uma foi classificada como miniporte, 14 como pequeno porte, sete como pequeno-médio porte e uma como médio porte — evidenciando o foco do FCO no apoio à agricultura familiar e aos pequenos produtores, sem deixar de atender empreendimentos de maior escala.
O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) é um dos principais mecanismos de financiamento regional do país. Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, o fundo tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e social dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.
Os recursos do FCO são formados a partir de percentuais do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do retorno de operações de crédito já realizadas. O fundo é operado pelo Banco do Brasil, com gestão compartilhada entre o Governo Federal e os estados beneficiados.
Segundo a Seapa, a destinação dos R$ 35,5 milhões deve estimular a modernização da produção rural, gerar empregos e fortalecer a sustentabilidade das cadeias produtivas. O financiamento de sistemas de irrigação e correção de solo, por exemplo, contribui diretamente para o uso mais eficiente da água e dos insumos agrícolas, alinhando-se às práticas de agricultura sustentável.
Além disso, os investimentos em tecnologia e mecanização devem impulsionar o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio goiano, consolidando o estado como um dos principais polos agropecuários do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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