Publicado em: 08/05/2024 às 11:05hs
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, liderou a primeira de uma série de reuniões para definir ações emergenciais de reconstrução da agropecuária no Rio Grande do Sul, após as recentes enchentes que atingiram a região. Junto com todo o secretariado do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Fávaro reuniu-se com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e mais de 100 sindicatos rurais por videoconferência nesta terça-feira (7).
O ministro Carlos Fávaro propôs encontros ampliados a cada dois dias para que as informações sejam constantemente atualizadas e as medidas de apoio ao setor sejam mais eficazes. Nesses encontros, os representantes do setor agropecuário podem compartilhar informações sobre a extensão dos danos e discutir soluções práticas para ajudar os produtores rurais a superar as consequências das chuvas.
O economista da Farsul, Antonio da Luz, apresentou um panorama dos impactos no estado, destacando que os danos foram amplos e atingiram diversos setores do agro. Algumas fazendas foram completamente devastadas, e, embora a maior parte da safra de arroz tenha sido colhida, muitos silos onde a produção estava armazenada foram inundados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul é responsável por 68% da produção de arroz do Brasil.
O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, afirmou que a federação tem se reunido diariamente para avaliar o impacto no setor agropecuário. "A agropecuária vai ter todo o apoio. O Brasil reconhece a importância do Rio Grande do Sul. A preservação do produtor vai ser feita", garantiu o ministro Fávaro.
Ele também destacou o trabalho que o presidente Lula e o Governo Federal estão realizando desde o início das chuvas, com foco principal em salvar vidas. Paralelamente, todos os ministros estão trabalhando juntos para não só atender às necessidades imediatas, mas também planejar ações futuras à medida que as águas diminuem e a situação se torna mais clara.
Após a reunião, as equipes técnicas começaram a elaborar propostas para fornecer ajuda ao setor produtivo. "Se não salvarmos o que gera empregos, não vamos salvar emprego nenhum. Para cuidar das famílias, temos que cuidar da produção", disse Antonio da Luz, reforçando a necessidade de ações rápidas e coordenadas para proteger a economia local e os meios de subsistência das famílias afetadas pelas enchentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
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