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COMÉRCIO EXTERIOR: Uruguai quer propor à UE que troca de ofertas seja feita já em maio

Esse plano, contudo, é visto com prudência em Bruxelas


Publicado em: 11/04/2016 às 16:30hs

COMÉRCIO EXTERIOR: Uruguai quer propor à UE que troca de ofertas seja feita já em maio

O chanceler Rodolfo Novoa, do Uruguai, na presidência rotativa do Mercosul, se encontrará com a comissária do Comércio da União Europeia (UE), Cecilia Malmstrom, na sexta­feira (08/04, com a intenção de definir para maio a data da troca de oferta visando o acordo de livre comércio entre os dois blocos, segundo fontes próximas das discussões. O encontro está marcado para as 10h. Esse plano, contudo, é visto com prudência em Bruxelas.

Mudança - O Valor apurou que a ideia uruguaia é fixar uma data em maio, seguida de uma reunião dos negociadores três semanas depois, a fim de apreciar as ofertas, e a partir daí definir o cronograma para a barganha final.

Preparações - Na UE, porém, a versão oficial, dada pelo porta­voz de Comércio, Daniel Rosário, é que o encontro de sexta­feira visa "continuar as preparações em curso para proceder à troca de ofertas". Fontes na UE dizem que não houve até agora comprometimento com datas e insistem que tudo depende do nível de ambição das respectivas ofertas de liberalização. Uma fonte europeia lembra que diferentes autoridades no Mercosul já anunciaram datas em dezembro, abril, e agora maio, para troca de ofertas, sem que isso se concretizasse.

Sinalização - O Mercosul sinalizou mais de uma vez que não alterará sua oferta com 87% das linhas tarifárias no cronograma de liberalização, guardando espaço para barganhar mais tarde, dependendo do que a Europa oferecer na área agrícola.

Conclusão - Mesmo com a crise política no Brasil, existe consenso hoje de que o acordo com os europeus deveria ser concluído o mais rápido possível. No entanto, certos negociadores admitem que parte importante da União Europeia não quer fechar ainda o acordo com o Mercosul. A avaliação continua a ser de que o receio dos europeus com o apetite do Mercosul na parte agrícola é maior do que o apetite deles por abertura para bens industriais no Mercosul.

Fonte: Portal Paraná Cooperativo

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