Publicado em: 07/05/2026 às 13:30hs
O Brasil passou a ter acesso ao mercado chileno para exportação de grãos secos de destilaria (DDG) e grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS), coprodutos gerados na produção de etanol de milho utilizados principalmente na alimentação animal. A abertura foi confirmada após a conclusão das negociações sanitárias entre os governos do Brasil e do Chile.
O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério das Relações Exteriores, em nota conjunta divulgada nesta quarta-feira (29).
Os DDG e DDGS são subprodutos de alto valor nutricional, amplamente utilizados na formulação de rações para bovinos, suínos e aves. Com a nova habilitação sanitária, o Brasil amplia o potencial de exportação desse insumo estratégico, diretamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho no país.
Segundo os ministérios, a abertura representa um avanço relevante para a cadeia produtiva, ao transformar excedentes industriais em oportunidades comerciais no mercado internacional.
O Chile já figura como um dos destinos importantes das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, produtos florestais e o complexo soja.
A entrada dos coprodutos do etanol na pauta exportadora tende a diversificar ainda mais essa relação comercial e fortalecer o fluxo bilateral entre os dois países.
Com a nova autorização, o Brasil alcança 76 aberturas de mercado para o agronegócio em 2025, reforçando a estratégia de expansão internacional do setor.
O avanço é resultado de negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas pelo governo brasileiro, que têm ampliado o acesso de produtos agropecuários nacionais a novos mercados e fortalecido a competitividade global do país.
A abertura do mercado chileno para DDG e DDGS reforça a tendência de valorização dos coprodutos da agroindústria brasileira, especialmente em um cenário de expansão do etanol de milho.
Além de agregar valor à cadeia produtiva, a medida contribui para aumentar a eficiência econômica do setor, ampliando as oportunidades de exportação e reduzindo desperdícios industriais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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