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Cesta básica sobe em 24 capitais em janeiro; tomate e pão francês lideram altas

Levantamento da Conab e do Dieese mostra aumento no custo dos alimentos em grande parte do país; leite, arroz e café registraram queda


Publicado em: 11/02/2026 às 10:45hs

Cesta básica sobe em 24 capitais em janeiro; tomate e pão francês lideram altas
Aumento no custo da cesta básica atinge a maioria das capitais

O preço da cesta básica de alimentos aumentou em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O dado faz parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As maiores altas foram registradas em Manaus (AM), com aumento de 4,44%, seguida por Palmas (TO), com 3,37%, e Rio de Janeiro (RJ), com 3,22%. Já São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) apresentaram pequenas quedas nos preços, com recuos de -0,57%, -0,51% e -0,22%, respectivamente.

Tomate e pão francês puxam as maiores altas

Entre os produtos que mais contribuíram para a alta do custo alimentar estão o tomate e o pão francês. O tomate, que vinha apresentando quedas consecutivas, voltou a subir em 26 capitais, impulsionado pela redução na oferta de frutos de boa qualidade. A maior elevação foi registrada em Cuiabá (MT), com +63,54%, enquanto São Luís (MA) foi a única cidade com queda, de -6,76%.

O pão francês também encareceu em 22 capitais, com destaque para Manaus (AM), onde o aumento foi de 3,06%. Segundo o relatório, o reajuste está ligado à alta nos custos da energia elétrica e da farinha de trigo importada, principal insumo do produto.

Leite, arroz, café e açúcar ajudam a conter alta geral

Apesar do avanço do preço médio da cesta básica, alguns itens apresentaram reduções expressivas em janeiro. O leite integral ficou mais barato em todas as 27 capitais, com destaque para Campo Grande (MS), onde caiu 8%, reflexo dos altos estoques de derivados lácteos.

Outros produtos com quedas foram o óleo de soja, o arroz agulhinha, o café em pó e o açúcar. O óleo de soja recuou em 25 cidades, com a maior baixa também em Campo Grande (-7,97%), influenciada pela expectativa de maior oferta de soja, valorização do real e demanda doméstica enfraquecida.

O arroz apresentou queda em 23 capitais, com destaque para Macapá (AP), onde o preço caiu 11,19%, resultado dos estoques elevados do produto. Já o café em pó teve retração em 22 capitais, com o maior recuo em Manaus (-5,29%), devido à redução nas vendas no varejo. Por fim, o açúcar caiu em 21 cidades, impulsionado pela maior oferta e comercialização de produto cristal de menor qualidade, com destaque para Rio de Janeiro (-4,82%).

Trabalhador compromete quase metade da renda com alimentação

De acordo com o levantamento, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas em janeiro de 2026 seria de R$ 7.177,57, equivalente a 4,43 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00. Em comparação, em dezembro de 2025 o valor necessário era de R$ 7.106,83, e em janeiro de 2025, R$ 7.156,15.

O tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta básica caiu para 93 horas e 47 minutos em janeiro de 2026, abaixo das 98 horas e 41 minutos registradas em dezembro. Em janeiro de 2025, a média era de 103 horas e 40 minutos.

Mesmo com a leve melhora, o trabalhador que recebe um salário mínimo ainda precisou destinar 46,08% da renda líquida para comprar os alimentos básicos. Em dezembro, esse percentual era de 48,49%, e em janeiro de 2025, 50,94%.

Parceria amplia alcance da pesquisa nacional

A pesquisa da Conab e do Dieese foi expandida de 17 para 27 capitais brasileiras, fortalecendo as ações da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os resultados com cobertura total começaram a ser divulgados em agosto de 2025, ampliando a transparência e o acompanhamento dos custos alimentares no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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