Publicado em: 18/12/2024 às 10:25hs
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta a Reforma Tributária no Brasil. O texto estabelece as regras para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). A matéria segue agora para a sanção do presidente da República.
Desde o início das discussões, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) atuou para garantir que a reforma contemplasse tanto o agronegócio quanto as famílias brasileiras. Entre as conquistas destacam-se a inclusão de itens como carnes, queijos e farinhas na cesta básica, isentando-os de tributação, e o apoio à desoneração fiscal de insumos, máquinas e implementos agrícolas.
Segundo o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, a bancada trabalhou para assegurar que a reforma reduzisse o custo de alimentos nos supermercados e defendesse os direitos dos produtores rurais. "Nossa prioridade foi que o brasileiro pudesse se alimentar com dignidade e que o setor agropecuário não fosse onerado. Alcançamos um texto positivo para o setor", afirmou.
O texto final contempla diversas medidas voltadas ao agronegócio:
A reforma foi aprovada inicialmente pela Câmara em julho, com 336 votos favoráveis e 142 contrários. À época, a FPA conseguiu incluir na cesta básica itens como carnes bovinas, suínas, aves, peixes e queijos. Também garantiu que a incidência do Imposto Seletivo sobre bebidas alcoólicas fosse progressiva e que o ato cooperativo permanecesse isento de tributos.
No Senado, o texto foi ajustado para incluir medidas adicionais em benefício do setor agropecuário, como a suspensão tributária na venda de insumos destinados à industrialização para exportação e a manutenção do caráter "in natura" de produtos acondicionados com conservantes.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), articuladora da bancada no Senado, destacou o equilíbrio nas negociações. "Conseguimos contemplar o agro e evitar a oneração do produtor rural, o que era uma das nossas lutas prioritárias", afirmou.
O relator na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentou parecer rejeitando algumas alterações feitas pelo Senado, como a substituição tributária para o IBS e CBS e a exclusão de bebidas açucaradas do Imposto Seletivo. A tramitação agora segue para o Executivo, que terá a palavra final sobre os ajustes e sanção da matéria.
A aprovação da Reforma Tributária é considerada um marco na tentativa de simplificar o sistema tributário nacional e impulsionar setores estratégicos como o agronegócio, promovendo justiça fiscal e competitividade econômica.
Fonte: Portal do Agronegócio
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