Brasil amplia acesso à China para exportação de miúdos suínos; ABPA projeta mais de US$ 100 milhões em receitas
Revisão de protocolo sanitário abre mercado para novos produtos brasileiros. Entidade estima potencial de comercialização superior a 100 mil toneladas por ano.
Publicado em: 28/09/2026 às 11:35hs
O Brasil e a China assinaram no sábado (26) a revisão de um protocolo sanitário que amplia a lista de miúdos suínos brasileiros autorizados a entrar no mercado chinês. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o novo acesso pode gerar mais de US$ 100 milhões em receitas adicionais para o setor.
O acordo cria oportunidades para frigoríficos habilitados e permite diversificar os produtos exportados. A assinatura ocorreu ao fim de uma auditoria chinesa em estabelecimentos brasileiros, iniciada no dia 20 de setembro.
Novo mercado pode absorver mais de 100 mil toneladas por ano
A ABPA estima que mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ser direcionadas ao mercado chinês. A entidade vê potencial de valorização desses produtos porque os hábitos de consumo nos dois países são complementares, o que favorece um melhor aproveitamento da carcaça.
Até a revisão do protocolo, o acesso brasileiro era restrito. Santa Catarina, por exemplo, podia exportar determinados miúdos externos, como pés, orelhas e rabos, mas não os internos. Com a ampliação, a ABPA calcula que o estado poderá destinar 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos à China.
Para o Rio Grande do Sul, a estimativa da associação supera 40 mil toneladas anuais de miúdos suínos, além de oportunidades para a comercialização de carne suína com osso.
China segue entre os principais destinos da carne suína brasileira
Maior produtora e consumidora mundial de carne suína, a China também recorre a importações para complementar sua oferta. Entre 2013 e 2024, o Brasil embarcou 2,7 milhões de toneladas de produtos suínos para o país, segundo a ABPA.
Para o Ministério da Agricultura, a revisão do protocolo amplia as possibilidades comerciais da suinocultura brasileira. A receita projetada pela ABPA representa um potencial de negócios associado ao novo acesso, e não vendas já realizadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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