Publicado em: 07/05/2026 às 10:35hs
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu prorrogar, até 30 de junho, a flexibilização das regras que desobrigam produtores e distribuidores de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel no país. A medida, que venceria no fim de abril, faz parte de um conjunto de ações do governo federal para assegurar o abastecimento e reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis.
Com a prorrogação, as empresas do setor ficam autorizadas a direcionar ao mercado volumes que antes seriam mantidos como estoque obrigatório. Na prática, isso aumenta a disponibilidade imediata de combustíveis e contribui para maior fluidez no abastecimento nacional.
De acordo com a ANP, a iniciativa tem como objetivo aproximar os estoques da ponta de consumo, melhorando a logística de distribuição e reduzindo gargalos no fornecimento.
A flexibilização foi implementada inicialmente em março, em resposta ao cenário internacional de instabilidade no mercado de petróleo, agravado pela escalada de tensões envolvendo o Irã. O conflito impactou rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, elevando preços e dificultando o fluxo global de combustíveis.
Esse ambiente de incerteza levou o governo brasileiro a adotar medidas emergenciais para reforçar a oferta interna e mitigar impactos sobre consumidores e setores produtivos.
A obrigatoriedade de manutenção de estoques mínimos está prevista na Resolução nº 949/2023 da ANP, que estabelece volumes semanais de gasolina A e diesel A a serem mantidos por produtores e distribuidores.
Com a suspensão temporária dessa exigência, esses volumes podem ser comercializados diretamente, contribuindo para equilibrar oferta e demanda no curto prazo.
A prorrogação da medida foi comunicada previamente às empresas do setor por meio de ofício enviado em abril.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil continua exposto às oscilações do mercado global, especialmente no caso do diesel, cuja demanda interna ainda depende parcialmente de importações.
A alta das cotações internacionais e eventuais restrições na oferta elevam os custos de importação, refletindo nos preços internos.
Além da flexibilização dos estoques, o governo federal vem implementando outras medidas para reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis, incluindo ajustes tributários e estímulos à ampliação da oferta.
O objetivo é minimizar os impactos da volatilidade internacional e garantir maior estabilidade ao mercado brasileiro, especialmente em um momento de incertezas geopolíticas e logísticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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