Publicado em: 10/03/2026 às 12:00hs
O agronegócio do estado de São Paulo iniciou 2026 com resultado positivo no comércio internacional. Nos dois primeiros meses do ano, o setor registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, resultado das exportações de US$ 3,76 bilhões frente a US$ 0,97 bilhão em importações.
Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
No período analisado, o agronegócio respondeu por 40,2% de todas as exportações do estado, enquanto as importações do setor representaram 7,5% do total paulista.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o desempenho reforça a relevância do setor na economia estadual e no comércio internacional.
“Os números do primeiro bimestre evidenciam a força e a diversidade do agro paulista no mercado externo. A combinação entre produção agrícola, indústria e tecnologia permite que São Paulo mantenha competitividade mesmo diante de um cenário global desafiador”, destacou o secretário.
Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroenergético aparece na liderança da pauta do agronegócio paulista.
O segmento representou 28% do total exportado, com vendas externas que atingiram US$ 1,05 bilhão. Dentro desse grupo:
Na sequência aparece o setor de carnes, responsável por 16,6% das exportações, totalizando US$ 623 milhões. A carne bovina foi o principal item do segmento, com 82,1% de participação.
Outros produtos tradicionais do agronegócio paulista também mantiveram participação importante nas vendas externas.
O grupo de sucos respondeu por 9% das exportações, somando US$ 337,70 milhões, sendo que 96,8% correspondem ao suco de laranja.
Já o café representou 7,4% da pauta exportadora, com US$ 279,17 milhões em vendas externas. Desse total:
Mesmo com participação menor na pauta, o complexo soja também integra o grupo de principais produtos exportados pelo agronegócio paulista.
O setor ocupou a oitava posição, com 3,2% do total exportado, somando US$ 120,48 milhões. Nesse segmento:
A comparação com o mesmo período do ano anterior mostra comportamentos distintos entre os principais grupos exportadores.
Houve crescimento nas exportações de:
Por outro lado, alguns segmentos registraram queda na receita exportada, como:
De acordo com os analistas do Instituto de Economia Agrícola (IEA), essas variações são explicadas por mudanças tanto nos preços internacionais quanto nos volumes embarcados.
A China manteve-se como o principal mercado comprador do agronegócio paulista no primeiro bimestre de 2026.
O país asiático respondeu por 20,5% das exportações, com destaque para a compra de produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.
Na sequência aparecem:
No cenário brasileiro, o agronegócio paulista mantém posição de destaque nas exportações.
O estado aparece em segundo lugar no ranking nacional, com 16,6% de participação nas exportações do agro brasileiro, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com 20,5%.
O desempenho reforça o papel estratégico de São Paulo como um dos principais polos agroindustriais do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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