Publicado em: 13/02/2026 às 10:40hs
O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com exportações que somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, valor 2,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda, o volume exportado cresceu 7%, o que reflete o aumento da presença dos produtos brasileiros no comércio internacional. O recuo no valor total foi impulsionado pela redução média de preços de 8,6%, em linha com a queda do Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mostrou retração em janeiro frente a dezembro de 2025.
Mesmo com a leve redução, o desempenho de janeiro foi o terceiro melhor da série histórica, representando 42,8% do total exportado pelo Brasil no mês.
As importações do agronegócio ficaram em US$ 1,7 bilhão, uma redução de 11,2% em relação ao ano anterior.
Com isso, o setor registrou superávit comercial de US$ 9,2 bilhões, praticamente estável em relação a janeiro de 2025 (-0,4%).
As exportações para os países da ASEAN cresceram 5,7% no comparativo anual, demonstrando avanço em mercados estratégicos do Sudeste Asiático — como Indonésia, Vietnã, Malásia e Filipinas.
O bloco reúne 11 países e vem se consolidando como um destino promissor para os produtos brasileiros.
A China manteve a liderança no ranking de destinos, comprando US$ 2,1 bilhões em produtos agropecuários — o equivalente a 20% das exportações totais.
Na sequência, aparecem a União Europeia (US$ 1,7 bilhão; 11%) e os Estados Unidos (US$ 705 milhões; 6,6%).
Outros mercados ampliaram significativamente suas compras:
Os seis principais setores exportadores do agro brasileiro em janeiro foram:
A carne bovina in natura foi o produto de maior valor exportado, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas embarcadas para 116 países. As compras dos Estados Unidos aumentaram 93% em relação ao mesmo mês de 2025.
Diversos produtos fora do grupo tradicional do agro brasileiro alcançaram marcas recordes em janeiro:
Esses resultados reforçam a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de commodities tradicionais.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que o bom desempenho do setor é resultado das ações de sanidade e diplomacia comercial conduzidas pelo governo federal.
Entre os avanços, estão o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA e a recuperação rápida do status de livre de influenza aviária.
Além disso, o país obteve a retirada de tarifas adicionais dos EUA sobre diversos produtos, incluindo carne bovina in natura.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, desde 2023 o Brasil já abriu 535 novos mercados para produtos agropecuários, sendo 10 apenas em janeiro de 2026.
Iniciativas como o AgroInsight, os webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado pequenos e médios produtores de oportunidades internacionais, oferecendo informação e suporte para inserção competitiva no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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