Publicado em: 23/01/2026 às 14:30hs
A busca por orientação jurídica desde os primeiros sinais de conflito ainda é pouco comum, mas especialistas afirmam que essa prática é essencial para evitar prejuízos financeiros, desgaste emocional e disputas judiciais prolongadas. A advocacia preventiva ajuda na formalização de acordos, preservação de provas e construção de soluções seguras, focando na proteção patrimonial e mitigação de riscos.
Segundo Marco Aurélio Alves, da Hemmer Advocacia, atrasar a procura por assessoria jurídica costuma dificultar a resolução de conflitos.
“Na maioria dos casos, o prejuízo já ocorreu, o conflito se intensificou e provas importantes se perderam. O Direito exige forma, estratégia e segurança, não apenas boa intenção”, explica.
A tentativa de resolver conflitos de forma informal, como por mensagens, promessas verbais ou combinações genéricas, cria uma falsa sensação de resolução. Sem formalização adequada, o que foi combinado pode não ter validade jurídica ou sequer ser cumprido, alerta o advogado.
A perda de provas é um fator crítico em disputas mal conduzidas. Fotografias fora do momento certo, documentos não solicitados e testemunhas não identificadas podem enfraquecer a defesa.
“No Judiciário, não basta ter razão, é preciso provar. Sem prova, a chance de êxito diminui consideravelmente”, ressalta Marco Aurélio.
Contrariando o mito de que acordos representam concessões, o advogado explica que um acordo bem elaborado fortalece a posição jurídica, encerra conflitos e proporciona previsibilidade. Em contraste, processos judiciais envolvem tempo, custos elevados, desgaste emocional e decisões imprevisíveis, mesmo em causas simples.
Marco Aurélio enfatiza que medidas preventivas, como notificações extrajudiciais bem redigidas, contratos claros e acordos estruturados, resolvem muitas questões de forma rápida e segura.
“No Direito, improviso gera prejuízo. Planejamento protege patrimônio, preserva relações e garante tranquilidade”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
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