Publicado em: 21/01/2026 às 12:00hs
O setor de suinocultura encerrou 2025 com crescimento expressivo em praticamente todos os indicadores. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o ano foi marcado por recordes em abates, produção, exportações e consumo interno, consolidando-se como um dos períodos mais prósperos para a atividade no país.
Os preços do suíno vivo mantiveram-se estáveis no fim do ano, em torno de R$ 8,90 por quilo (referência em São Paulo), com equilíbrio sustentado por uma demanda externa consistente e um mercado doméstico aquecido, impulsionado pelo aumento do consumo de proteínas animais no quarto trimestre.
Mesmo após uma desaceleração em novembro, quando os embarques somaram 92 mil toneladas, o mês de dezembro registrou 118,6 mil toneladas exportadas, um salto de 25,6% em relação ao mês anterior.
Com isso, o quarto trimestre de 2025 encerrou com alta de 5,8% nas exportações frente ao mesmo período de 2024, e o acumulado do ano mostrou avanço de 12%.
O desempenho reflete a força competitiva da carne suína brasileira, que segue ampliando presença em mercados estratégicos, sustentada por preços competitivos e qualidade do produto.
Do lado da oferta, a suinocultura brasileira registrou crescimento de 3% nos abates no quarto trimestre de 2025 e deve encerrar o ano com alta de 3,5%.
Com carcaças mais pesadas, a produção total de carne atingiu 5,6 milhões de toneladas, aumento de 4,7% em relação a 2024 — o maior volume da história.
Esse avanço permitiu que o consumo doméstico também atingisse recorde, chegando a 4,1 milhões de toneladas, impulsionado pela oferta ampla e preços competitivos frente a outras proteínas.
Com margens médias de 25% em 2025 — o maior patamar em duas décadas —, o Itaú BBA classifica o período como um dos melhores anos da história da suinocultura nacional.
O relatório aponta que 2026 começa com preços internos acomodados, mas margens sustentadas por custos de ração mais baixos. O bom desempenho das lavouras de milho e soja no Brasil e em outros países da América do Sul deve manter o cenário favorável ao produtor.
Para o próximo ano, o Itaú BBA projeta crescimento de 2% na produção de carne suína e alta de 5% nas exportações, o que deve abrir espaço para um leve aumento no consumo interno.
O Brasil deve se beneficiar da estagnação da produção americana e da retração europeia, ganhando competitividade em mercados como Japão, Filipinas, Vietnã e países da América do Sul.
Por outro lado, China e México devem representar desafios em 2026.
A China, que foi o segundo principal destino da carne suína brasileira em 2025, enfrenta excesso de oferta interna, o que pode limitar novas compras. Já o México, que importou 77 mil toneladas em 2025, reduziu o potencial de expansão após fixar cotas de importação de 51 mil toneladas para países sem acordo de livre comércio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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