Suíno

Santa Catarina mantém liderança na suinocultura brasileira e projeta crescimento em 2026

Estado lidera produção e exportações, mas setor alerta para desafios logísticos, tributários e regulatórios


Publicado em: 16/01/2026 às 09:30hs

Santa Catarina mantém liderança na suinocultura brasileira e projeta crescimento em 2026
Suinocultura catarinense consolida posição de destaque

Santa Catarina reafirmou em 2025 seu papel como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, sendo responsável por cerca de 25% do PIB estadual do agronegócio. O desempenho coloca o setor como estratégico para a economia local e para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

Segundo José Antônio Ribas Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), a liderança catarinense é evidente: o estado respondeu por 51,2% do volume exportado e 51,9% da receita total do país, com principais destinos sendo Japão, Filipinas, China, México e Chile.

Em 2025, a produção cresceu 5,9% em relação a 2024, gerando a maior receita histórica do setor, com alta de 12,5%, apesar do aumento de 6,1% nos custos de produção.

Perspectivas nacionais e crescimento das exportações

No cenário nacional, a produção de carne suína do Brasil deve alcançar 5,550 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,6% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é de 5,7 milhões de toneladas, avanço de 2,7%.

De acordo com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), as exportações brasileiras devem somar 1,49 milhão de toneladas em 2025, aumento de 10% sobre 2024, podendo chegar a 1,55 milhão de toneladas em 2026, alta de 4%.

Ribas destacou que o setor garante o abastecimento interno e exporta o excedente. A disponibilidade interna projetada para 2025 é de 4,06 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%. Em 2026, a expectativa é de 4,15 milhões de toneladas, com consumo per capita estimado em 19,5 kg/habitante/ano, ante 19 kg em 2025.

Desafios logísticos, tributários e sanitários

Apesar do cenário positivo, o setor enfrenta desafios estruturais. Entre eles estão:

  • Carga tributária elevada e excesso de regulamentações.
  • Infraestrutura deficiente, incluindo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
  • Necessidade de ampliação do abastecimento de água e energia elétrica e construção de gasodutos industriais.

Garantia do status sanitário, diante do surgimento de casos de peste suína africana (PSA) na Europa, que podem abrir novas oportunidades de exportação.

No oeste catarinense, principal polo produtor, Ribas destacou demandas críticas como: duplicação da BR-282, recuperação da BR-163 e das rodovias estaduais, incluindo a SC-283, além de melhorias nos sistemas de distribuição de água, energia e ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste.

Projeção moderada para 2026

Para 2026, a perspectiva é de crescimento sustentável, com custos controlados e demanda mantida nos mercados interno e externo. No entanto, o setor alerta para a necessidade de investimentos estratégicos em infraestrutura e logística, essenciais para manter a competitividade do estado e do país na suinocultura mundial.

“Nosso maior mérito é garantir o pleno abastecimento do mercado interno e exportar o excedente”, reforçou Ribas, destacando que Santa Catarina seguirá liderando a suinocultura brasileira nos próximos anos, desde que os desafios estruturais sejam enfrentados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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