Suíno

Problemas logísticos dificultam transporte de suínos no RS e afetam ritmo de negócios

Enchentes no Rio Grande do Sul prejudicam transporte de animais, carnes e insumos, impactando a suinocultura


Publicado em: 09/05/2024 às 14:40hs

Problemas logísticos dificultam transporte de suínos no RS e afetam ritmo de negócios

As enchentes no Rio Grande do Sul estão afetando seriamente o setor de suínos, reduzindo o ritmo de negócios no estado. Um levantamento do Cepea mostra que as enchentes causaram quedas de pontes e destruição de estradas, dificultando o transporte de suínos vivos para abate, o envio de carnes para mercados atacadistas e até o deslocamento de insumos necessários para a atividade.

O resultado dessas condições precárias é um ritmo significativamente mais lento de negociações tanto dentro quanto fora do estado. Além de prejudicar o transporte, o impacto logístico devido à destruição de infraestruturas-chave está gerando dificuldades adicionais para os produtores gaúchos.

Enquanto algumas áreas enfrentam problemas no transporte de suínos para abate, outros municípios no Rio Grande do Sul sofreram danos ainda mais graves, com relatos de perda de animais e danos extensos às propriedades. Isso cria uma preocupação para toda a cadeia produtiva, uma vez que o estado é um importante produtor de suínos no Brasil.

Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado com o maior número de suínos abatidos, representando 19,87% do total do país, com 9,2 milhões de cabeças abatidas naquele ano. O estado também é um grande exportador de carne suína, respondendo por 23,1% das exportações brasileiras do setor no ano passado.

A situação exige atenção imediata para restaurar a infraestrutura e permitir que o transporte de suínos e insumos ocorra de maneira segura e eficaz. A lentidão no ritmo de negócios causada por problemas logísticos pode ter impactos econômicos significativos, não apenas para o Rio Grande do Sul, mas também para todo o Brasil, dado o papel vital que o estado desempenha na suinocultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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