Suíno

Predomínio dos Modelos Integrado e Cooperado na Suinocultura do Paraná

Estudo destaca estrutura de produção e acesso ao mercado entre os suinocultores paranaenses


Publicado em: 24/05/2024 às 11:05hs

Predomínio dos Modelos Integrado e Cooperado na Suinocultura do Paraná

No Paraná, a maioria dos suinocultores adota os modelos de produção e acesso ao mercado através de integradoras ou cooperativas. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 17 a 23 de maio, mais da metade dos produtores segue esses modelos, enquanto quase mil operam de forma independente.

Os modelos integrado e cooperado criam vínculos entre os produtores e as entidades que os coordenam, proporcionando um fluxo de produção e venda mais estável, direcionado às agroindústrias das próprias empresas. Em contraste, os produtores independentes tomam todas as decisões técnicas e financeiras sozinhos, o que, apesar de oferecer flexibilidade, os expõe mais às oscilações do mercado.

O boletim, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura, com dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), registra que 2.105 suinocultores (51% do total) acessam o mercado por meio de integradoras, 1.078 (26%) estão em cooperativas e 969 (23%) são independentes.

A integração é predominante nas regiões Oeste, Sudoeste, Sudeste e Centro-Oriental do Paraná, abrangendo 97 municípios. Toledo lidera com 405 produtores, seguido por Nova Santa Rosa com 135. Essas regiões também concentram os cooperados, presentes em 68 cidades, com Toledo novamente à frente com 175 estabelecimentos e Marechal Cândido Rondon com 135.

Os produtores independentes estão mais dispersos pelo estado, destacando-se em Marechal Cândido Rondon com 43, Mangueirinha com 33 e Toledo com 31. Em algumas regiões do Paraná, como Norte e Norte Pioneiro, a suinocultura independente é quase a única forma de produção comercial, destinada principalmente a abatedouros com inspeção estadual e municipal.

Carne Bovina e Frango

O documento do Deral também menciona dados da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA) sobre o custo de produção de frango vivo no Paraná, criado em aviários climatizados em pressão positiva. Em abril, o custo foi de R$ 4,28 por quilo. Em Santa Catarina, o custo foi de R$ 4,44, enquanto no Rio Grande do Sul foi de R$ 4,40 por quilo.

Sobre a carne bovina, o boletim destaca o recorde de exportação nacional em abril, com 236,7 mil toneladas, gerando US$ 1,04 bilhão a um preço médio de US$ 4,40 por quilo. Em abril de 2023, foram exportadas 133,4 mil toneladas a um preço médio superior de US$ 4,61 por quilo.

Soja e Milho

Com a antecipação da colheita da soja da safra 2023/24, que já se encerrou, a comercialização avançou. No primeiro quadrimestre, as exportações do complexo soja paranaense alcançaram 5,4 milhões de toneladas, 53% a mais que no mesmo período do ano anterior, quando foram exportadas 3,5 milhões de toneladas. As vendas renderam até agora US$ 2,5 bilhões para o Paraná, um aumento de 20% em comparação aos US$ 2,1 bilhões do primeiro quadrimestre de 2023. A tendência é que os embarques diminuam nos próximos meses devido à concentração das vendas no início do ano.

O milho da segunda safra 2023/24, com 2% da área estimada de 2,4 milhões de hectares já colhida, teve uma piora nas condições de campo na última semana. O percentual de lavouras consideradas boas caiu de 57% para 51%, enquanto a condição mediana subiu de 29% para 35% e a ruim cresceu de 14% para 17%.

Trigo

O preço do trigo para o produtor apresentou uma boa reação nas últimas semanas. Na quarta-feira (22), a cotação estava em R$ 74,00 por saca na maioria das regiões do estado, valor 14% superior aos R$ 65,00 de um mês atrás. Esse aumento é resultado das preocupações com a oferta mundial, especialmente devido às geadas na Rússia, principal exportador.

Frutas

O boletim também explica a participação do Norte Pioneiro – regiões de Jacarezinho e Cornélio Procópio – na fruticultura estadual. Esses dois núcleos representam 20,3% do Valor Bruto de Produção (VBP) das frutas, equivalente a R$ 500,5 milhões, com uma área de 7 mil hectares e produção de 185 mil toneladas em 2022.

Das 35 espécies de frutas cultivadas no estado, 28 estão presentes no Norte Pioneiro. Goiaba, morango, laranja, uva e abacate são as principais culturas. Para apoiar o desenvolvimento da fruticultura, a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) está implantando um curso de Tecnologia em Fruticultura em Santo Antônio da Platina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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