Publicado em: 13/05/2024 às 14:10hs
O mercado de carne suína apresentou sinais de recuperação nesta semana, com aumento nos preços tanto do quilo do suíno vivo quanto dos principais cortes no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, atribuiu essa alta ao melhor escoamento da carne, impulsionado pela expectativa de um aumento no consumo devido ao Dia das Mães e à maior capitalização das famílias.
"Os cortes concorrentes, como os bovinos e o frango, estão com preços sustentados neste momento, o que pode tornar a carne suína mais atrativa no curto prazo. Além disso, os frigoríficos se mostraram mais ativos nas negociações nesta semana, enquanto os suinocultores apontam que a oferta de animais está passando por ajustes, o que pode levar a novos reajustes nos preços", explicou Maia.
No entanto, o analista também destacou preocupações relacionadas aos problemas logísticos enfrentados pela suinocultura no Rio Grande do Sul, que também afetaram a avicultura. A falta de insumos e a dificuldade no transporte de animais para os abates podem causar sérios danos ao setor. "A normalização desta situação pode levar tempo, e o desabastecimento de insumos coloca em risco a alimentação dos suínos, afetando o ritmo dos abates. Além disso, há preocupações sobre a sanidade animal em um cenário de dificuldades logísticas", acrescentou Maia.
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu 5,88% durante a semana, chegando a R$ 6,13. Os preços dos cortes de pernil no atacado também aumentaram, passando de R$ 10,04 para R$ 10,71, um acréscimo de 6,61%. A carcaça teve uma alta de 10,12%, atingindo R$ 9,99.
Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 120,00 para R$ 131,00. No Rio Grande do Sul, o preço do quilo vivo continuou estável na integração, a R$ 5,40, mas subiu no interior do estado de R$ 5,85 para R$ 6,30. Santa Catarina e Paraná também registraram altas nos preços do quilo vivo, assim como Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.
Apesar do aumento nos preços no mercado interno, as exportações de carne suína "in natura" do Brasil em abril deste ano totalizaram US$ 222,756 milhões em 22 dias úteis, com uma média diária de US$ 10,125 milhões. O país exportou 96,822 mil toneladas, com uma média diária de 4,401 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.300,70.
Quando comparado com abril de 2023, houve uma queda de 5,4% no valor médio diário, um ganho de 4,2% na quantidade média diária e uma redução de 9,2% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e refletem um cenário desafiador para as exportações de carne suína do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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