Suíno

Preço do suíno cai até 20% em janeiro e carne brasileira se destaca como a mais competitiva do mundo

Mercado suinícola enfrenta forte desvalorização, enquanto o Brasil consolida posição entre os maiores exportadores globais, com proteína mais barata e competitiva no comércio internacional


Publicado em: 29/01/2026 às 12:40hs

Preço do suíno cai até 20% em janeiro e carne brasileira se destaca como a mais competitiva do mundo
Mercado de suínos segue em queda pelo terceiro mês consecutivo

O setor suinícola brasileiro enfrenta um cenário de forte recuo nos preços desde o início do ano. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), as cotações do suíno vivo no mercado independente acumularam queda de até 20% nas últimas quatro semanas.

Pesquisadores apontam que a desvalorização tem pressionado produtores independentes, que agora vendem os animais a preços muito próximos — ou até inferiores — aos da produção integrada, modelo geralmente mais estável. Historicamente, os valores pagos no mercado independente costumam ser superiores, devido aos custos adicionais de produção arcados diretamente pelos criadores.

Competitividade internacional favorece a carne suína brasileira

Mesmo com o recuo interno, o Brasil vem se destacando no cenário global. Dados da UN Comtrade, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), analisados pelo Cepea, apontam que a carne suína brasileira foi a mais competitiva do mundo em 2025.

O preço médio das exportações brasileiras ficou em US$ 2,57 por quilo, valor inferior ao dos principais concorrentes globais. Os Estados Unidos e a União Europeia, que ocupam o primeiro e o segundo lugar entre os maiores exportadores, registraram preço médio de US$ 3,18/kg cada.

Brasil consolida posição entre os maiores exportadores

Atualmente, o país ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de exportações de carne suína, atrás apenas dos EUA e da UE. A competitividade brasileira é impulsionada pelo custo de produção mais baixo, aliado à alta qualidade do produto, fatores que fortalecem o desempenho do setor no comércio exterior.

Com o cenário atual, especialistas destacam que, apesar da queda nas cotações internas, a competitividade externa pode sustentar o ritmo das exportações e amenizar os impactos negativos sobre o produtor nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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