Publicado em: 29/01/2026 às 12:40hs
O setor suinícola brasileiro enfrenta um cenário de forte recuo nos preços desde o início do ano. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), as cotações do suíno vivo no mercado independente acumularam queda de até 20% nas últimas quatro semanas.
Pesquisadores apontam que a desvalorização tem pressionado produtores independentes, que agora vendem os animais a preços muito próximos — ou até inferiores — aos da produção integrada, modelo geralmente mais estável. Historicamente, os valores pagos no mercado independente costumam ser superiores, devido aos custos adicionais de produção arcados diretamente pelos criadores.
Mesmo com o recuo interno, o Brasil vem se destacando no cenário global. Dados da UN Comtrade, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), analisados pelo Cepea, apontam que a carne suína brasileira foi a mais competitiva do mundo em 2025.
O preço médio das exportações brasileiras ficou em US$ 2,57 por quilo, valor inferior ao dos principais concorrentes globais. Os Estados Unidos e a União Europeia, que ocupam o primeiro e o segundo lugar entre os maiores exportadores, registraram preço médio de US$ 3,18/kg cada.
Atualmente, o país ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de exportações de carne suína, atrás apenas dos EUA e da UE. A competitividade brasileira é impulsionada pelo custo de produção mais baixo, aliado à alta qualidade do produto, fatores que fortalecem o desempenho do setor no comércio exterior.
Com o cenário atual, especialistas destacam que, apesar da queda nas cotações internas, a competitividade externa pode sustentar o ritmo das exportações e amenizar os impactos negativos sobre o produtor nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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