Publicado em: 17/11/2025 às 18:00hs
O Paraná consolidou em 2025 um novo marco para a suinocultura, registrando crescimento nas exportações e ampliando sua presença em mercados estratégicos. Em outubro, o Estado alcançou 22,18 mil toneladas exportadas, o segundo maior volume mensal desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2024 e reforça a trajetória de expansão do setor.
Pelo sexto mês consecutivo, as Filipinas permaneceram como o maior comprador da carne suína paranaense, adquirindo 5,39 mil toneladas em outubro — um avanço de 61,6% sobre 2024.
Outros mercados relevantes incluem Hong Kong, Uruguai, Argentina, Singapura, Vietnã, Geórgia, Emirados Árabes Unidos, Costa do Marfim e Angola, fortalecendo a diversificação das exportações.
Com o ritmo acelerado das exportações, o Estado já ultrapassa o volume total enviado ao exterior em 2024, que havia registrado o maior resultado da série histórica.
Segundo dados da Comex Stat/MDIC, em 2024 foram exportadas 183,69 mil toneladas de carne suína. Apenas entre janeiro e outubro de 2025, o Paraná já acumula 195,16 mil toneladas, superando em 11,47 mil toneladas todo o ano anterior e consolidando um novo recorde anual.
O levantamento divulgado no Boletim Conjuntural do Deral, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), também avaliou a situação das principais culturas do Estado, além dos resultados da suinocultura.
As fortes tempestades de início de novembro provocaram danos significativos às lavouras de verão, com a soja sendo a mais prejudicada.
O Deral estima que 270 mil hectares sofreram algum tipo de impacto:
As regiões mais afetadas foram Campo Mourão, Londrina e Maringá, onde produtores devem enfrentar aumento nos custos para recompor a área afetada.
Enquanto a soja enfrenta perdas, a cevada avança com bom desempenho. A colheita subiu de 56% para 83% da área em apenas uma semana, impulsionada pelo ritmo acelerado na região de Entre Rios (Guarapuava).
Mesmo com excesso de umidade recente, a qualidade foi preservada.
Contratos firmados anteriormente, com valores mais altos, devem garantir margens positivas. Em fevereiro, a saca chegou a ser negociada por R$ 92,08, cerca de 29% acima dos preços atuais.
Diferentemente da suinocultura, o setor de leite passa por um período de pressão econômica.
Segundo o Deral, em outubro o litro pago ao produtor foi de R$ 2,51, o que elevou a relação de troca para 24,4 litros de leite por saca de milho, ante 23 litros no mês anterior.
A piora na relação de troca reduz a margem e aumenta as dificuldades para os produtores.
O boletim também destaca o desempenho da olericultura, setor que reafirma sua importância econômica no Paraná.
Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 7,1 bilhões, representando 3,8% do total de R$ 188,3 bilhões do agronegócio estadual.
Principais números do setor:
O Núcleo Regional de Curitiba lidera o VBP da olericultura com R$ 2,4 bilhões, seguido por:
A diversidade é uma das marcas dessa atividade.
Em Curitiba, destacam-se 48 espécies cultivadas; em Guarapuava, a batata domina a receita regional; e em Ponta Grossa, tomate e batata somam 71,6% do VBP. Já em Apucarana e Jacarezinho, culturas como cenoura, tomate, pimentão e pepino lideram a produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
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