Publicado em: 14/12/2023 às 16:00hs
O Boletim do Suíno do Cepea referente a novembro está agora disponível, oferecendo uma análise detalhada do mercado suinícola no período.
No comparativo mensal de outubro para novembro, observou-se um aumento nas cotações do suíno vivo, posto no frigorífico, em praticamente todas as praças monitoradas pelo Cepea. Esse movimento foi influenciado pela crescente demanda por carne suína, especialmente para atender às necessidades do período de fim de ano. No entanto, ao considerar a comparação anual (novembro/22 para novembro/23), as médias indicaram quedas reais.
Em novembro, os embarques brasileiros de carne suína, incluindo produtos in natura e industrializados, apresentaram uma retomada após a queda em outubro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram exportadas 104,7 mil toneladas da carne no último mês, representando um aumento de 13,8% em relação a outubro e 14% superior ao mesmo período de 2022. A média diária de embarques, ao longo de 20 dias úteis, alcançou 4,6 mil toneladas no mês, registrando um crescimento de 16% na comparação mensal e de 7,4% na anual.
Os preços do suíno vivo apresentaram ligeiros aumentos na segunda quinzena de novembro, mas as desvalorizações no início do mês limitaram avanços mais expressivos na média mensal. Quanto aos principais insumos utilizados na ração da suinocultura, como milho e farelo de soja, houve aumento no mercado doméstico de outubro para novembro, reduzindo o poder de compra dos suinocultores paulistas.
O valor médio da carcaça especial suína apresentou um leve avanço de outubro para novembro, enquanto os preços da carne de frango registraram um crescimento um pouco mais expressivo. Essa dinâmica resultou em um aumento da competitividade da proteína suína em comparação com a carne de frango. Por outro lado, a carne bovina registrou desvalorização, provocando uma ligeira queda na competitividade da carne suína frente a essa importante concorrente.
Fonte: Portal do Agronegócio
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