Suíno

Panorama do mercado suinícola em janeiro: Queda nos preços e desafios na relação de troca

Boletim do Suíno do Cepea destaca retração nas cotações, impacto nas exportações e dinâmicas nos insumos e carnes concorrentes


Publicado em: 14/02/2024 às 12:30hs

Panorama do mercado suinícola em janeiro: Queda nos preços e desafios na relação de troca
Mercado em janeiro

Os preços do suíno vivo e da carne caíram em janeiro, refletindo o baixo ritmo de exportações e a demanda interna enfraquecida. Nos 22 dias úteis de janeiro, a média diária de embarques da carne suína foi de 3,8 mil toneladas, significativos 20,7% abaixo do desempenho apresentado em dezembro/23 – dados da Secretária de Comercio Exterior (Secex).

Preços e exportações

As exportações brasileiras de carne suína (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 98,4 mil toneladas em janeiro, volume 10% inferior ao registrado em dezembro/23, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados e analisados pelo Cepea.

Relação de troca e insumos

As fortes quedas nos preços do suíno vivo em janeiro no mercado independente, sobretudo na segunda quinzena daquele mês, reduziram o poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho, um dos principais insumos utilizados na atividade. Já em relação ao farelo de soja, que se desvalorizou ainda mais que o animal, houve uma melhora na situação de produtores de suínos.

Carnes concorrentes

Os preços das carnes suína e de frango caíram em janeiro, enquanto os da bovina se sustentaram. A desvalorização mais intensa da suína elevou a competitividade dessa proteína frente às concorrentes. O valor da carcaça especial voltou a recuar após quatro meses consecutivos de alta. A queda esteve atrelada à baixa liquidez nos atacados e à alta disponibilidade interna da proteína. 

Confira o Boletim do Suíno

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