Publicado em: 27/05/2024 às 14:10hs
Durante a semana, observou-se uma diminuição nos preços tanto do quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes de carne suína no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, aponta que o ambiente tornou-se mais desafiador para as cotações, com os negócios envolvendo o animal vivo tornando-se mais competitivos.
"Com os frigoríficos mostrando hesitação, a comercialização da carne tende a enfrentar obstáculos até o final do mês, podendo resultar em uma possível redução do consumo", observa Maia. Ele destaca a importância de monitorar a evolução dos preços de proteínas concorrentes, que podem influenciar as escolhas das famílias em relação ao consumo.
Maia explica que, enquanto os preços dos cortes de frango se mantêm estáveis, os cortes de carne bovina têm registrado quedas significativas no atacado. Ele aponta que, embora os suinocultores indiquem que a oferta de animais não está desequilibrada, o poder de negociação está comprometido. Além disso, a situação logística no Rio Grande do Sul permanece desafiadora, o que pode levar tempo para ser normalizada. Ele também destaca a tendência de alta nos custos de nutrição, com os recentes aumentos nos preços do farelo de soja e a possibilidade de avanços nos preços do milho no país.
De acordo com dados da Safras & Mercado, o preço médio do quilo do suíno vivo no Brasil teve uma redução de 2,19% na semana, atingindo R$ 6,07. Os preços dos cortes de pernil no atacado caíram de R$ 10,86 para R$ 10,79 (-0,66%), enquanto o preço médio da carcaça recuou 1,41%, chegando a R$ 10,05.
No que diz respeito às análises semanais de preços, a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00. Em outras regiões do país, os preços apresentaram variações semelhantes, refletindo a dinâmica do mercado.
Quanto às exportações, os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em maio, as exportações brasileiras de carne suína "in natura" totalizaram US$ 109,229 milhões, com uma média diária de US$ 9,102 milhões. Embora tenha havido uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, esses números destacam a importância do mercado externo para o setor suinícola brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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