Publicado em: 08/05/2026 às 15:30hs
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com estabilidade nas cotações do quilo vivo e dos principais cortes comercializados no atacado. O cenário reflete uma dinâmica de negócios sem grandes mudanças, marcada pela postura cautelosa dos frigoríficos nas compras de animais.
De acordo com análise de Safras & Mercado, a oferta disponível segue considerada confortável pela indústria, fator que limita movimentos mais consistentes de valorização no mercado independente.
Apesar disso, os cortes suínos começam a apresentar recuperação gradual no atacado, ainda que de forma moderada.
Os produtores demonstram preocupação com a evolução dos preços do suíno vivo e com a redução das margens da atividade, especialmente diante dos custos de produção ainda elevados.
Por outro lado, o mercado trabalha com expectativa positiva para o consumo na segunda quinzena do mês, impulsionado pela entrada da massa salarial na economia e pelo aumento tradicional da demanda relacionado ao Dia das Mães.
Outro fator que pode favorecer a carne suína é a recuperação dos preços do frango no mercado interno, reduzindo parte da competitividade da proteína avícola. Além disso, os preços elevados da carne bovina seguem ampliando a atratividade da carne suína ao consumidor.
Levantamento de Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo passou de R$ 5,46 para R$ 5,47 na semana.
No atacado:
Confira as principais cotações regionais:
As exportações brasileiras de carne suína in natura apresentaram desempenho positivo em abril, reforçando a sustentação do setor no mercado externo.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 121,435 mil toneladas da proteína ao longo do mês, com média diária de 6,071 mil toneladas.
A receita somou US$ 303,195 milhões, com média diária de US$ 15,159 milhões. O preço médio ficou em US$ 2.496,8 por tonelada.
Na comparação com abril de 2025:
O mercado brasileiro de suínos segue equilibrado entre boa oferta interna e expectativas de melhora no consumo doméstico. O avanço das exportações e a competitividade da carne suína frente às demais proteínas podem contribuir para uma recuperação gradual das cotações nas próximas semanas.
Ainda assim, o comportamento do consumo interno e o ritmo das compras da indústria continuarão sendo fatores decisivos para a sustentação dos preços ao produtor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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