Publicado em: 13/02/2026 às 12:40hs
A desaceleração das demandas interna e externa foi o principal fator de pressão sobre os preços, marcando o início de 2026 com um cenário menos favorável ao produtor.
O setor exportador de carne suína teve um início de ano ambíguo, com queda nas exportações em relação a dezembro, mas recorde histórico para o mês de janeiro.
De acordo com o Cepea, apesar da retração mensal, o volume embarcado foi o maior já registrado para o período, sinalizando que a demanda externa ainda se mantém firme, mesmo com ajustes pontuais no comércio internacional.
A desvalorização acentuada do suíno vivo deteriorou a relação de troca com os principais insumos da atividade, especialmente milho e farelo de soja.
Segundo o Cepea, janeiro completou o quarto mês consecutivo de queda nesse indicador, refletindo maior desequilíbrio entre o preço recebido pelo produtor e os custos de alimentação do rebanho — os mais representativos da suinocultura.
O recuo nos preços da carcaça suína especial, aliado à ligeira valorização da carne bovina, ampliou a competitividade da carne suína no mercado doméstico no início de 2026.
Em relação ao frango, a maior desvalorização da carne suína também contribuiu para tornar o produto mais atrativo ao consumidor, reforçando a posição competitiva da proteína suinícola no setor de carnes.
O Boletim do Suíno de janeiro, divulgado pelo Cepea/Esalq–USP, apresenta uma análise completa sobre o desempenho do mercado de suínos, preços, exportações, custos de produção e concorrência entre proteínas.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias